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RITUAIS DA FERTILIDADE


Autor: José Laércio do Egito

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Depois da primeira fase, se já não houver feito faça-o, um circulo mágico[7], acenda um incenso recomendado, e em seguida deite-se de costas dentro dele. Se estiver em um lugar reservado pode ficar despida[8], ou pelo menos com as costas descobertas em contacto com a terra para que haja maior interação com ela. Coloque o seu objeto de poder sobre o ventre, na altura do útero. Relaxe e espere até sentir a energia fluindo do objeto. De inicio sentirá somente o peso, depois sentirá um formigamento, ou um calor, depois a sensação de que algo está fluindo. Em seguida visualize a terra sobre a qual está deitada de onde se origina um fluxo de energia ligando-se ao útero, estabelecendo-se um elo entre o útero, o objeto e a Terra.

Dê início um dialogo com a Mãe Terra, sinta-se sua filha, fonte do poder feminino. Dialogue como se ela fosse uma pessoa. Não é preciso que você acredite que ela é um ser vivo – Gaia –como nós, mas mesmo sem acreditar o fluxo energético se fará sentir. Mantenha um diálogo como se estivesse sendo estabelecido entre vc. e sua mãe.

Depois visualize um triângulo de força entre seu útero, a Terra e o objeto de poder. Dependo do grau de sensitividade da pessoa isso poder se tornar muito nítido, chegando mesmo a assumir certa concretitude. Faça tudo bem lentamente, não precisa ter pressa, é necessário um bom tempo entre cada passo do processo.[9]

Isso pode se apresentar como muito real, com algum tempo de treinamento acabará por sentir o fluxo de energia sendo irradiado da terra e acumulando-se no útero. Assim vc. fortificará o órgão, o alimentará.

Posso dizer que com esse ritual com o tempo desenvolverá uma ligação muito forte entre você como todo orgânico e a parte, o útero. Com certeza chegará a ama-lo tanto quanto ama aos filhos.

Pode fazer o mesmo ritual direcionado à Lua, para isso faça o ritual em noite de Lua, se visualize recebendo a sua emanação; é bom que os raios do luar atinjam o seu ventre diretamente (sem roupa).

No campo da “magia” muito pode ser feito nesse sentido. Não descreveremos o que pode ser efetivado por essa via. Trata-se de um nível em que duas polaridades podem ser ativadas e não queremos compartilhar com atos que podem ser negativos para alguma pessoa.

Habitue-se a conversar com o útero, torne-o seu grande confidente e amigo, pois, na verdade, foi ele o seu maior amigo na gestação de seus filhos. Pense no que significaria para vc. perde-lo durante a gestação. Se houvesse esse diálogo por certo muitos abortamentos seriam evitados.

Sempre que possível repita esse ritual. Com o tempo vc. sentirá que pode através dele canalizar força para outras partes do organismo, para os seus familiares, amigos, e mesmo para a concretização de negócios das mais distintas formas. Usar a energia uterina para curar outros órgãos doentes.

Após no mínimo meia hora, deite-se em decúbito ventral, de barriga para baixo mantendo o ventre pousado sobre a terra (ou rocha). Nessa posição continue a visualizar o fluxo anda com mais intensidade. Nesse momento, se sentir-se bem energizada, então distribua a enérgica para todos os seus órgãos, especialmente o cérebro e o coração. Assim vc. vivifica todo o organismo. A seguir pode direcionar pela visualização a energia para outras pessoas e para a consecução de determinados fins.

As mulheres nativas, assim como acontecia no Antigo Egito só engravidam quando querem sem que para isso tenham que ingerir medicamentos. Nas nativas, assim como acontecia no Egito, a gravidez ocorre em comum acordo entre a mulher e o seu útero; só assim ocorre gestação.

Todo esse poder foi perdido pela mulher dita civilizada. Para usar essa forma de controle da gestação somente é efetivo quando a mulher já está familiarizada com o útero. Não funciona no primeiro momento, é preciso que o diálogo através do tempo haja sido bem estabelecido e, portanto, não sujeito à dúvidas. Por isso essa forma de agir é muito importante e bem mais efetiva quando começa a ser praticada a partir da adolescência, porque a mulher pode dispor de tempo suficiente para que um diálogo claro possa se estabelecer; isso pode levar alguns anos.

Um útero que dialoga com a mulher jamais lhe gesta filhos deficientes, a não ser que seja um carma muito marcante[10]. Na verdade um carma pode condicionar um filho com disfunções, mas não há obrigatoriedade de ser exatamente um determinado útero. Nesse caso, um útero com disfunção pode servir para atender à necessidade cármica de um espírito. A mulher pode geneticamente ser dotada de um útero deficiente, mas isso pode ser o carma dela. Nesse caso o ritual evidentemente não corrige o problema. Mas, como nem tudo o que acontece é carma, podemos dizer que a maioria dos abortos e distúrbios são decorrente de inadequação entre a mulher e seu organismo.

Concentrando e tomando como veiculo a energia do útero a mulher mais facilmente se torna médiuns, intermediarias entre mundos distintos, vidência, curandeiras, etc.

Conclua o ritual com um agradecimento às forças da Natureza, e à Mãe Terra, ou à Lua. Levante-se, e desfaça o círculo mágico.

Nota:
Um dos meios de captação e ordenação da energia uterina é a TRANSEGRIDADE atualmente divulgada pelos “herdeiros” de Dom Juan, especialmente Taisha Abelar, Florinda Donner-Grau e Carol Tigs.

São exercícios físicos de tonificarão do organismo, em especial um grupo direcionado exatamente para o útero. A prática dos exercícios conduzem a resultados espetaculares. (Livro: PASSES MÁGICOS – Editora Nova Era).

Os passes mágicos podem ser práticos antes ou depois do ritual descritos.






Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br


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Notas:

[7] - Lembre-se de que sob nenhuma circunstancia use um cerimonial ligado à menstruação, ao sangue, ou ao útero, sem que se ponha dentro de um círculo mágico. Fisicamente ele pode ser feito com pedras, pedacinhos de madeira, flores, ou mesmo um risco na terra, ou quando não for possível, faça-o mentalmente. Sempre que uma pessoa se sentir ameaçada por forças espúrias, o primeiro passo é traçar o círculo mágico e se colocar dentro dele, nesse caso o círculo e traçado mentalmente.

[8] - Vale dizer porque a vestimenta não é recomendado. Porque muitas vezes são tecidos de origem animal, e o sacrifico dele fica impregnado no tecido. Também porque todo substancia orgânica tende a reter energia, assim uma veste pode servir de filtro. A tradição conserva isso, mas antes não existiam tecidos de material sintético, assim é diferente, mas por segurança e bom, se possível, não usa-los pois pode haver um outro mecanismo que atue como filtro.

[9] - Muitas magas fazem rituais físicos em que usam velas vermelhas para representar o sangue; uma pedra vermelha, flores vermelhas. Vinho, ou suco de uva, groselha, ou similar para ser ingerido durante o ato ritualístico. Incenso de artemísia ou canela.

[10] - Um biólogo dirá: Isso resulta do código genético, da combinação de gens. Em parte isso é verdade, mas também que ser levado em conta que necessariamente uma combinação gênica deve ocorrer. Conforme o estimulo uma carta genética pode proporcionar distintos tipos de fecundação. Há um exemplo muito claro, tartarugas quando botam ovos na praia, dependendo da localização com maior ou menor índice de calor solar, podem eclodir machos ou fêmeas. Um mesmo ovo, com um mesmo padrão genético, pode gerar macho ou fêmea
   Imprima esta Página Adicione aos Favoritos Última atualização: 03 de Fevereiro de 2007
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