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Pitágoras
" Conhece-te a ti mesmo e conhecerás
o Universo e os Deuses ".
Inscrição do Templo de Delfos
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Pitágoras
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Pitágoras foi
um dos vultos mais elevados deste ciclo de civilização.
Nasceu na ilha de Samos, na Jônia (Grécia)
no ano 585 AC. Quando ainda criança ele foi levado
para residir no Líbano, onde um sacerdote disse à
sua mãe: "Ó mulher Jônica, teu filho
será grande pela sabedoria; os gregos já possuem
a ciência dos deuses, mas a ciência de Deus
só se encontra no Egito". Sua mãe, então,
resolveu mandar o jovem Pitágoras para o Egito a
fim de obter a sua iniciação.
Portador de
uma carta de apresentação endereçada
ao Faraó Amasis, Pitágoras chegou ao Egito
e foi pelo próprio faraó recomendado aos sacerdotes
de Menfis que o aceitaram com reservas. Em Menphis o jovem
submeteu-se com inquebrantável vontade às
provas iniciáticas. Sua iniciação completa
durou 22 anos. Foi após esse longo tempo de preparação
que ele teve uma visão sintética da essência
da vida e das formas, compreendendo a involução
do espírito na matéria ( a queda ), mediante
a criação universal e a sua evolução
( ascensão ) rumo à unidade pela criação
pessoal, que se chama desenvolvimento da consciência.
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Ainda estava
Pitágoras no Egito por ocasião em que Cambisses
invadiu aquele país, levando os dirigentes como escravos.
Assim, Pitágoras acompanhou os escravos para a Babilônia
onde foi iniciado nos conhecimentos deixados por Zoroastro
(Fundador do Mazdeismo, a religião predominante
na Pérsia).
Os sacerdotes
egípcios tinham altos conhecimentos das ciências
sagradas, mas eram os magos persas os que tinham
os maiores desenvolvimento nas práticas mágicas,
na manipulação das leis ocultas da natureza.
Diziam-se capazes de dominar as potências ocultas
da natureza, que denominavam de o fogo pantomorfo
e de a luz astral. Há registros que dizem
que nos templos persas as lâmpadas ascendiam-se por
si, deuses brilhavam com luzes desconhecidas, surgiam raios
e trovões. Os magos denominavam "leão
celeste", "fogo incorpóreo", o gerador daqueles
raios.
Por
certo os sacerdotes tinham conhecimentos e dominavam
muitos fenômenos elétricos, gerando de
alguma forma eletricidade. Também mantinham
controle sobre fenômenos atmosféricos
despertando correntes elétricas na atmosfera
e manipulações magnéticas desconhecidas
das pessoas da época, muita ainda desconhecidas
da ciência atual.
Os sacerdotes
da Babilônia tinham grandes conhecimentos do
poder sugestivo, atrativo e criativo da palavra humana[1].
Assim,
na Babilônia, Pitágoras penetrou nos
arcanos da antiga magia persa. A religião da
Pérsia, embora já totalmente degenerada
naquela época, mesmo assim ainda havia um grupo
de iniciados unidos defensor de uma autêntica
ciência oculta. Iniciados que defendiam a sua
fé e também a Justiça, e secretamente
enfrentavam os déspotas, fascinavam, muitas
vezes dominavam o poder absoluto dos governantes.
Depois
da iniciação egípcia e caldaica
Pitágoras, ainda jovem, já sabia mais
que todos os seus mestres e do que qualquer grego
de seu tempo. Durante todos aqueles anos ele tomou
ciência de fartos conhecimentos secretos, tornando-se
sabedor da verdadeira natureza da humanidade e de
grande parte da sua verdadeira história, de
tudo aquilo que a "conjura do silêncio"
a todo custo tentava ocultar ou que havia deformado.
Sabia sobre religiões, continentes e raças
totalmente desaparecidas.
Com
o seu enorme conhecimento ele teve condições
de fazer estudo comparado de todas as religiões
tanto ocidentais quanto orientais. Estava consciente
da força negativa e do obscurantismo importo
pela "conjura" que havia imposto sua pesada mão
e jugo aos egípcios, e depois à própria
Babilônia e Pérsia (onde esteve por cerca
de 12 anos). Pitágoras prevendo que o passo
seguinte seria a Europa se antecedeu e voltou à
Grécia, de onde havia passado cerca de 34 anos
ausente.
Voltando
à Grécia teve a alegria de ainda encontrar
com vida o seu Primeiro Grande Mestre, assim com a
sua mãe. Sabedor que o próximo passo
do domínio da conjura seria a Grécia
tomou a decisão de partir para um lugar onde
pudesse fundar uma escola iniciática para legar
à humanidade muitos conhecimentos, entre eles
os matemáticos, dos quais o mais conhecido
é o "Teorema de Pitágoras". Juntamente
com a sua mãe foi se fixar em Crotona no golfo
de Tarento na Itália Meridional. Ele pretendia
fundar um centro, não apenas para ensinar a
doutrina esotérica a um grupo de discípulos
escolhidos, mas também para aplicar seus princípios
à educação, à mocidade
e à vida do Estado. Pretendia fundar uma instituição
com a intenção de ir transformando aos
poucos a organização política
das cidades e estados. É compreensível
que bastaria isso para acirrar ódios e perseguições.
Grande matemático, Pitágoras legou importantes
conhecimentos à humanidade, e por outro lado
foi também um místico proeminente. Estabeleceu
um sistema político, além do movimento
religioso e educativo e que foi considerado aristocrático
e ditatorial. Platão, assim como Aristóteles
foram discípulos da Escola Pitagórica.
O que Platão escreveu na sua obra "A Republica"
teve como base os ensinamentos da Escola Pitagórica.
Pitágoras,
por defender o principio da autoridade, hoje seria
tido como um ditador, como um opressor, mas na realidade
nada disso é verdade, o que pode ser comprovado
pelos seus atos pessoais, como veremos depois. Na
realidade ele defendia acirradamente o principio da
autoridade, e não podia ser diferente. Ele
fora iniciado em escolas iniciáticas em que
havia uma rígida obediência hierárquica
e vivido sobre regimes títeres e escravagistas.
Como já dissemos em outras palestras o sistema
iniciático era muito rígido como uma
forma de defesa contra a mão impiedosa da "conjura".
Também se deve ter em conta que as escolas
iniciáticas do Egito descendiam da Civilização
Atlântida onde o poder era controlado com rigor
pela religião e pela ciência e vice-versa.
O sentido
de ordem e respeito estabelecido por Pitágoras,
propugnador de um estado hierárquico, fez com
que muitos o perseguissem. Se, por um lado, ele tinha
uma plêiade de seguidores e de admiradores,
também ocorria o inverso, como uma decorrência
de Crotona ser uma cidade já degenerada por
vícios, com forte tendência à
vida voluptuosa, como acontecia na vizinha Sibaris,
tida como uma das mais devassas cidades daquela época.
Suscitou uma verdadeira revolução nos
costumes. Procedia mais como um mágico do que
como um filósofo. Reunia os rapazes no templo
e com sua eloqüência conseguia afastá-los
da vida debochada de então, fazia com que
abandonassem até mesmo as suas vestes luxuosas.
A beleza da sua fisionomia, a nobreza da sua pessoa,
o encanto dos seus traços e da sua voz, concorriam
para o fascínio que exercia sobre as pessoas,
de modo que as mulheres o comparavam a Júpiter,
os rapazes a Apolo.
O Senado
de Crotona - o Conselho dos Mil - então começou
a se preocupar com o prestígio de Pitágoras
e por isso ele foi intimado a dar explicações
sobre a sua conduta. Nesta fase foi quando ele criou
um Instituto para atender aos seus discípulos.
Uma confraria de iniciados com vida comunitária,
onde havia um sistema iniciático exigente.
Dizia Pitágoras: "Não é qualquer
madeira que serve para fazer-se mercúrio".
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Pitágoras
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No Instituto
Pitagórico dava-se grande importância
também ao lado físico, por isso era
cultivada a prática de ginásticas e
exercícios diversos. Ali os que tentavam a
iniciação antes tinham que passar por
provas sérias, muitas vezes sarcásticas;
passava até mesmo por humilhações,
cujo objetivo era evidenciar o verdadeiro desejo de
saber e a sinceridade do iniciando. Isso gerou inimigos
entre os noviços fracassados. Um deles, o Cilon,
mais tarde amotinou o povo contra os pitagóricos,
levando a cabo o incêndio e o saque do Instituto
em que os principais dirigentes morreram e dizem que
o próprio Pitágoras. (Dizem que ele
conseguir escapar com vida juntamente com uns poucos
adeptos).
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As
controvérsias existentes em torno dos ensinamentos
pitagóricos, sobre suas idéias e ensinamentos
motivaram ódios tanto por parte do povo quanto
dos governantes. Incitados por Cilon isto motivou
a destruição do Instituto, mas como
não se mata facilmente uma idéia os
ensinamentos perduraram por mais de dez séculos
e ainda existem até o presente.
Com o intuito de serem
evitadas perseguições às pessoas,
durante séculos os ensinamentos pitagóricos
foram sendo transmitidos através de confrarias
e sociedades secretas, entre essa a célebre
Ordem Pitagórica que subsiste até
hoje funcionando de forma oculta, com caráter
rígido de seleção e mantendo
um sistema iniciático bem rigoroso. É
uma dessas ordens secretas em que não se chega
à ela diretamente, mas somente por indicação
de outras ordens preliminares. Por outro lado existiram
e existem ainda muitas organizações
que se intitulam de pitagórica por estudarem
a doutrina, mas que na realidade não são
autênticas. Algumas estudam com sinceridade
e honestidade os princípios pitagóricos
mesmo que não mantenham vínculos diretos
com a ordem original; mas por outro lado também
existem aquelas que usurpam o nome apenas, que nada
sabem, nada ensinam de autêntico e quando não,
apresentam ensinamentos outros com intenções
espúrias.
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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
Nota:
[1] -
Vejam que a NEUROLINGUÍSTICA não é coisa nova como muitos julgam sê-lo.
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