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O Universo é Som
" À música cabe transmitir verdades
eternas e influir no caráter do homem
visando torná-lo melhor."
David Tane
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Todas as formas são frequências SONORAS
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Temos mostrado que todas as coisas existentes no universo estão interligadas em um dos níveis de uma seqüência denominada "Seqüência Sétupla". Nisto consiste o principal elo da unificação das diversas formas de existência.
A filosofia dualística tem feito um grande mal ao ser humano no tocante ao seu desenvolvimento espiritual, pois o individualiza e sem dúvida alguma a individualização plena determina a predominância egóica que tantos males gera. O pensamento dualístico condiciona o egoísmo, pois faz com que a pessoa deixe de se sentir parte integrante de todas as outras.
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A pessoa analisa-se assim: Eu sou eu, pois sou separado desde que tenho vontade própria, tenho sensações próprias, tenho um corpo que não está ligado a qualquer outro, e assim por diante. Mas isto nada mais é que uma decorrência das limitações perceptivas. Como exemplo podemos citar que não se pode avaliar uma floresta por uma só árvore. O mesmo pode ser dito com relação aos seres em geral e o homem em particular. No exemplo da floresta a unidade de cada arvore existe, mas ela não é de forma absoluta. Se a árvore tivesse discernimento humano ela julgar-se-ía independente, não aceitaria ser parte de um algo maior, a floresta. Naturalmente uma árvore não está totalmente integrada a um sistema maior que é a floresta e sim parcialmente, mas isto não faz com que cada uma possa ser considerada como algo independente. Assim também o ser pode humano poder ser visto como entidade isolada, mas apenas até um certo nível, além do qual trata-se de um todo uno.
Já afirmamos em temas iniciais que tudo quanto há resulta da vibração de um "meio básico" que chamamos de MA e cuja manifestação no mundo inerente se expressa como Fohat.
Na verdade a vibração é uma condição que se faz presente em quase tudo o que existe no universo imanente constituindo todas as coisas que há. A vibração não somente constitui quanto integra as mais diversas formas de existência. Trata-se de algo único por isto é que existe o efeito de ressonância. Qualquer alteração na vibração de uma estrutura se faz presente em toda criação desde que o universo é uno. Naturalmente nisto tem que ser considerado o grau de intensidade da ressonância, mas podemos dizer que embora a ressonância vá atenuando-se na medida em que o evento vai se afastando na escala vibratória mesmo assim a ressonância nunca atinge o nível zero.
Agora queremos chamar a atenção para o seguinte: Sempre que existe uma vibração ela não pode ser considerada como principio isolado, outros princípios se fazem presentes, especialmente movimento e ritmo. A fim de que isto possa ser devidamente compreendido devemos ter em mente que existe uma certa diferença entre vibração e movimento. Basicamente vibração geralmente está condicionada a um certo ritmo, mas devemos salientar que o movimento pode ou não ser rítmico[1]. Por isso o Hermetismo faz distinções e considera separadamente o movimento e vibração.
Dentro do mundo imanente toda vibração pode ser considerada como sendo movimento, mas a recíproca não e verdadeira, nem todo movimento pode ser considerado vibração.
Agora vamos definir o que vem a ser um som. Podemos dizer que som é a percepção sensorial do movimento, da vibração. Sem dúvida alguma onde há movimento há som e como no universo imanente nada está parado, portanto som está sempre presente em tudo. Se ele não é percebido é uma decorrência da falta da acuidade sensorial resultante da carência de um aparelho ou órgão capaz de detetá-lo além ou aquém de determinados limites.
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AUM
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A criação teve inicio com a vibração, com o movimento, consequentemente com um som. Esse som é mencionado por inúmeras organizações. Os orientais o associam ao
Tudo é OM, a variação da frequência vibratória é o que diferencia uma coisa da outra, assim sendo podemos dizer que qualquer modificação do som eqüivale a alguma alteração nas coisas.
Tudo quanto há, em menor ou em maior grau, depende da vibração, portanto depende do som. Na realidade não é do som, pois som é um efeito do movimento - vibração. Sendo assim melhor se dizer que som depende da vibração.
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A vibração Cósmica é a origem e a base de toda a matéria e energia existente no universo e o OM é a forma mais primordial, mais pura e menos diferenciada do som cósmico, fruto do primeiro movimento universal. Como analogia podemos dizer que o som OM assemelha-se ao arco Íris que é um desdobramento cromático emergente de um raio branco, uma apresentação em diversas cores. O raio aparentemente é incolor, mas encerra todas as cores emergentes. O mesmo se pode dizer do som OM, ele é um só que se diferencia num incomensurável número de manifestação sonoras.
O som primordial desdobra-se em tons e de diferentes freqüências e assim sendo se pode dizer que o som cósmico está presente em diferentes combinações por todo o universo. Está presente em todas as substâncias e formas, em distintas combinações vibratórias e ao mesmo tempo constitui as próprias substâncias e formas. Segundo a combinação dos tons cósmicos presentes em determinada área de espaço surge a natureza da substância naquele determinado espaço.
O universo pode ser comparado com uma caixa de ressonância. Pode-se dizer que o universo é um imenso oceano de ruídos, de sons, e sem dúvida alguma todos os seres estão ressoando mutuamente. A ressonância de um som é mais intensa naquilo que estiver mais próximo da origem desse som. As leis físicas inerentes à música mostram isto claramente. Um som qualquer tem respostas ressonante características em determinadas coisas; as estruturas ressoam em menor ou em maior intensidade segundo certos princípios, de forma harmoniosa ou não. Isto é importante, pois como decorrência resultam estados negativos ou positivos.
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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
Notas:
[1] -
Mesmo um movimento aleatório, se for considerado a nível infinito, também tem que ser ritmo. Considerasse-o aleatório porque dentro de um período determinado ele não apresenta padrão algum de repetição, mas prolongando-se ao infinito o ritmo se fará presente. Isto é um dado bem sutil, mas que a pessoa pode chegar a entender perfeitamente se tomar em consideração o sentido de infinitude. No infinito a mais remota probabilidade tem que se repetir e sendo assim aquilo que chamamos de aleatório, ou mesmo de caos não pode existir.
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