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A Música em Antigas Civilizações
" À Música encerra en tons, elementos de
ordem celestial que governa o universo
inteiro ".
Filosofia Chinesa
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A música tem um poder de cura infinito
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Muitas pessoas são céticas quanto ao tremendo poder dos sons, algumas até mesmo chegam a dizer que o som não produz efeitos sérios sobre o organismo a não ser romper tímpanos quando muito intensos, ou promover algum tipo de surdez quando excedem muito o limite de 90 decibéis, mas não é assim, mesmo sons inaudíveis podem causar danos tremendos.
Os sons atravessam o corpo, penetram nos órgãos e fazem ressoar tudo quando nele existe. Atualmente o som vem substituindo o Raios-X na medicina. Os aparelhos de ultra-sons gravam em filmes alterações anatômica de qualquer órgão. A ultra-sonografia é uma especialidade que vem crescendo de forma impressionante e podemos dizer que em breve ela substituirá por completo a radiologia. Não somente no campo da médico, mas também na indústria em geral cada dia mais têm sido empregados ultra-sons para exames dos mais diversos tipos de material.
Vemos, portanto que o Princípio da Vibração não se trata apenas uma divagação filosófica, mas sim de uma revelação de algo decisivo na estruturação de todas as coisas. Os princípios Herméticos, portanto, não tratam de divagações, de singelezas, de meras proposições metafísicas. Mesmo que alguém não aceite a natureza divina de Thoth ainda assim não pode ser negado sua imensa genialidade por haver há milhares de anos passados falado de certos princípios que na atualidade cada vez mais vêm se afirmando como verdades inconteste.
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Os antigos acreditavam, sem dúvidas, que o som é capaz de efetivar façanhas espetaculares, por isto eles se preocupavam com os efeitos mais comuns dos sons em geral, e da música em particular, sobre a alma humana e sobre a sociedade, por isto dizia-se que se a música de uma civilização estivesse nas mãos dos maus, ou dos ignorantes, ela possivelmente levaria a civilização à uma ruína inevitável. Sob o controle dos iluminados, todavia, era um instrumento não apenas de beleza, mas também de poder, algo capaz de conduzir toda uma nação à uma idade áurea de prosperidade e de fraternidade.
Poderíamos falar da música em outros ciclos de civilização, como, por exemplo, da importância e natureza da música na Atlântida, mas isto seria fugir um tanto do objetivo do nosso trabalho. Apenas queremos dizer que se tratava de algo muito mais direcionado para a polaridade força do que para a estética.
Nesta palestra vamos nos ater mais à música relativa à chamada Raça Ariana. Nesta, sem dúvida alguma, o maior coeficiente de registros históricos sobre a música em geral pertencem à história da China e da Índia onde essa arte e ciência era levada muito a sério.
Temos conhecimento de muitos aspectos da música iniciática e da música de poder praticada no Antigo Egito, que a herdou da Atlântida, mas preferimos não entrar em detalhes por tratar-se de algo tão fantástico que muitos poderiam considerar insanidade admiti-los e muitos aspectos ainda são reservados aos Iniciados de algumas Ordens, entre estas a
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e Ordem Pitagórica.
Por outro lado, falar da música da Índia e da China é mais aceitável porque existe um grande manancial de registros oficiais, o que não acontece com referência à música egípcia. Na China os conhecimentos sobre a música e os sons em geral eram de domínio publico, enquanto que no Egito eram matéria reservada aos iniciados das Escolas de Mistérios. Podemos dizer que, como fonte de poder os egípcios foram muito além dos chineses, contudo eles não deixaram muitos registros por tratar-se de matéria muito sigilosa como tudo o mais que dissesse respeito à aplicação prática das vibrações. As Escolas de Mistério controlavam muitos ramos do conhecimento, em especial mantinham excessivo rigor em se tratando de algo relacionado às vibrações em geral e especialmente quando relacionadas aos cristais, por haverem estes sido considerados causa da destruição da Atlântida.
Por esta razão a ciência dos sons constituía-se um dos mais secretos conhecimentos das Escolas Iniciáticas do Egito. Com a destruição da Biblioteca de Alexandria os registros acessíveis foram destruídos, somente restando o acervo guardado pela mais elevadas Ordens Iniciáticas ao qual Pitágoras teve acesso.
Grande parte da ciência antiga dos sons e da música foram levados por Pitágoras do Oriente Médio para a Europa e esse conhecimento veio constituir uma das principais bases dos ensinamentos da Escola Pitagórica. Sabe-se que a partir do Segundo Grau da Escola Pitagórica a música era um dos principais temas estudados. Basicamente os estudos pitagóricos resumem a ciência dos números, à geometria e a música. São vastos e elevados os e ensinamentos pitagóricos sobre a música, basta que lembremos algo bem conhecido "experts" da ciência musical, o chamado "Mistério da Coma de Pitágoras". Trata-se de um dos maiores mistérios da ciência do som o estanho fenômeno conhecido como a Coma de Pitágoras, que, desde tempos imemoriais, tem sido um símbolo do estado degradado de imperfeição.[1]
Na China a música era levada muito a sério, basta que mencionemos alguns exemplos que contam da historia da música nos capítulos relacionados à China. Confúcio dizia haver na música uma significação oculta que fazia dela uma das coisas mais importantes da vida, e que possuía tremenda energia em potencial para o bem ou para o mal.
Vale mencionar o que diz David Tame: "Os vários povos do passado concordavam de forma impressionante em seus pontos de vista sobre a música. Nenhum deles a concebia tal como hoje se concebe, tratar-se apenas de uma forma intangível de arte de escassa importância prática ".
O que diz Tame comprova-se historicamente em quase todas as civilizações avançadas da antigüidade quer trate-se da Mesopotânia quer de outras culturas distantes uma das outras como a da índia e Grécia onde se afirmava ser a música uma força tangível capaz de ser aplicada com o fim de criar a mudança, para melhor ou para pior no caráter do indivíduo e o que é mais importante, na sociedade como um todo.
Segundo a filosofia dos antigos chineses, a música era a base de tudo. Diziam que todas as civilizações aperfeiçoam-se e moldam-se de acordo com o tipo de música que nelas se executavam. A história da China fala do imperador o Shi Shum que passava revista em seu reino não verificando livros de contabilidade dos dirigentes regionais, nem observando o modo de vida da população, nem recebendo relatórios dos súditos, nem entrevistando funcionários, mas sim escutando as músicas que eram tocadas nas diversas regiões do seu imenso reino.
Consta como fato histórico que Confúcio protestou junto ao governador Ke Huan, contra as apresentações musicais de um grupo de músicos estrangeiros alegando que a música apresentada por eles, ou seja, a música alienígena, por não obedecer a certas normas, possivelmente iria exercer influência sobre os músicos nativos do reino em prejuízo do equilíbrio do povo. Dizia Confúcio que se a música do reino fosse alterada a propria sociedade se alteraria, e não para melhor.
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Hieroglifos
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Mas pela história vê-se que não foi apenas Confúcio quem falava do poder espetacular dos sons sobre a sociedade em geral e sobre o homem em particular e que se preocupava com os efeitos mais comuns dos sons e da música sobre a alma humana e sobre a sociedade como um todo. Entre vários filósofos citemos Platão e Aristoles, que discutem sobre os efeitos morais da música em algumas de suas principais obras.
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Concluímos esta palestra com as palavras escritas na obra New Era Community, Agni Yoga Society em transcrição de Nicholas Roerich: " Além dos efeitos mais diretos da música sobre o homem - os efeitos psicológicos de suas melodias e ritmos audíveis - há que levar em conta também o seu segundo poder, mais extenso e mais potente. Um poder místico, uma força inaudível e invisível, apenas compreensível em termos de filosofia antiga e de sua base distintamente não-materialista ".
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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
Notas:
[1] -
Dados Bibliográficos: The Secrety Power of Music - The transformation os Self and Society Through Músical Energy
O Poder Oculto da Música - pg. 271 - David Ame - Ed. Cultrix - São Paulo.
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