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A Força Inerente à Música
" Os Sábios não dizem o que sabem,
Os Tolos não sabem o que dizem".
Provérbio Oriental
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Violino
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A música baseia-se em números e proporções e isto foi bem estudado no passado pela Escola Pitagórica e atualmente a Ordem Pitagórica continua dedicando especial atenção a esse estudo, pois se trata de uma dos mais importantes meios de integração entre os seres.
Existem doze notas na escala cromática moderna, sete das quais são maiores e cinco menores e cada uma tem uma ação específica sobre o meio em geral e sobre os seres vivos, entre estes o homem, em particular.
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Um dos fatores mais importantes que existe sobre a vida na terra está ligado ao Princípio da Vibração, contudo o homem ocidental não tem dado a devida importância a ressonância existente entre tudo quanto há. Na cultura ocidental manifestações vibratórias, ou sejam, as manifestações do Principio do Ritmo na natureza não têm sido levados a sério. Isto acontece com relação aos diversos biorritmos, aos Tatwas e em especial aos ruídos e a música que exercem um papel decisivo tanto no organismo humano quanto do seu comportamento individual e em sociedade.
A ciência oficial somente tem considerado a ação dos ruídos em geral, e da música em particular, sobre o meio ambiente e sobre os seres vivos levando em conta apenas o nível de intensidade medidos em decibéis, deixando de lado outros elementos de imensa importância como a própria constituição da música no que diz respeito à melodia, a duração, a harmonia, aos acordes, e as propriedades das notas isoladas e coisas assim.
O efeito produzido por uma nota isolada é diferente daquele produzido por um nota compondo um acorde desde que este pode ser ou não dissonante. Há uma grande diferença no que tange a ação sobre o organismo de uma nota isolada e em um acorde ou em uma melodia complexa. Uma mesma nota exerce ação diferente conforme ela se se apresente compondo um acorde, conforme a intensidade, a duração, e a continuidade do som, etc., por isso pode-se entender que existe grande diferença de ação numa mesma nota quando emitida por diferentes instrumentos. Por exemplo, o dó natural produzido por um instrumento de percussão tem a capacidade de determinar efeitos totalmente diferentes de quando ela é emitida por um piano ou outros instrumento de cordas, ou de palheta, de bocal, etc. Mesmo num instrumento de cordas ela apresenta diferenças quanto à ação, por exemplo, é diferente de um instrumento com
trastes ( violão ) de um sem trates ( violino ). Também num mesmo instrumento uma determinada nota emitida por um mesmo tipo de instrumento tem características inerentes específicas resultante da ressonância do material de que é feito e de outras características. Mesmo uma nota emitida por um mesmo instrumento pode ter características diferentes de conformidade com o executante, são efeitos especiais como trinados, etc.
O efeito provocado pela música tem qualidades consideráveis quer seja um som produzido por instrumentos que emitem as notas isoladas ou continuas. Geralmente os instrumentos composto por tubos emitem notas isoladas - órgão de tubos, flauta de Pan, flautas andinas - o não permitem muitos efeitos especiais.
As "orquestras" nas civilizações antigas geralmente eram constituídas de instrumentos que produziam apenas uma nota, a melodia resultava do conjuntos de músicos, pois cada instrumento destinava-se a produzir um determinado efeito. Na China os instrumentos eram construídos com 12 tubos cada um deles correspondendo aos 12 tons.
Tudo o que foi afirmado nesta palestra tem real importância em decorrência da das ressonâncias resultantes, pois as coisas em geral e o organismo em particular reage de forma diferente à uma mesma nota. É diferente o efeito provocado por uma flauta de tubos separados do efeito de uma flauta com orifícios.
Em decorrência da ressonância os sons estão ligados aos próprios elementos da natureza. Quando um som é produzido num ambiente vemos que determinados objetos ressoam mais audivelmente que outros isto porque há como que uma especificidade de relação entre o som e aquilo que ressoa. Há sons que têm maior ressonância nos líquidos - água - , outros nas coisas sólidas - terra -, outros nas coisas gasosas - ar - , outras nas coisas ígneas - fogo - e outros nos elementos etéreos - akash - . Uma decorrência imediata disto, cada instrumento está mais ligado a um dos elementos da natureza. Assim é que há instrumentos ligados ao elemento fogo, outros ao elemento água, outros ao elemento terra e assim por diante. Na verdade isto se reveste de grande significação quando se está trabalhando em determinadas atividades, e fundamentalmente naquilo que envolve a interação com os seres da
natureza, os elementais. Isto está presente em quase todos os cultos religiosos ritualísticos, mesmo que os adeptos ignorem o porquê de determinadas melodias trazerem Luz, Forças e outras condições.
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Representação alegórica de um Tom musical
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A ligação existente entre o instrumento e os elementos é mais ampla do que se pode pensar, pode dizer respeito não somente ao instrumento, mas a própria melodia pois nela estão presentes não apenas uma nota, mas também um acorde, uma harmonia, uma melodia e todos os demais elementos constitutivos dos sons. Assim sendo as músicas podem ser classificadas conforme o elemento predominante nela. Isto não diz respeito somente ao instrumento mas especialmente à composição como um todo.
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Na música tem que ser levado em conta o ritmo, a melodia, a harmonia e o timbre, pois tudo isto exerce influências acentuadas sobre o organismo. Existem acordes que erguem o tonus espiritual, que elevam as emoções, os sentimentos, e o estado de humor; outros que agem exatamente de maneira inversa. Por exemplo, os tons menores diminuem, entristecem enquanto os maiores excitam. Não estamos falando no sentido de negatividade ou de positividade, mas sim em características que podem ser usadas num ou noutro sentido. Por exemplo, se uma pessoa está excessivamente excitada, eufórica, ela beneficia-se com músicas em tom menor, o contrário se ela estiver deprimida. Uma pessoa em estado de depressão não deve escutar muitas músicas em tom menor, pois com certeza sentir-se-á mais deprimida ainda. A escolha deve ser feita conforme a necessidade do momento.
Tudo o que dissemos reveste-se de grande importância nos estudos pitagóricos. Muitos povos têm dedicado atenção à música não apenas levando em conta o seu sentido melódico, estético, como normalmente é feito no ocidente, mas visando o lado poder.
Por tudo isto que dissemos nesta palestra as músicas podem podem ser classificadas de música estética e música de poder. De um modo geral, em decorrência da ressonância que provocam, todas as músicas, ou mesmo todo som, têm um determinado nível de poder, mas existem músicas que têm grande coeficiente de poder.
Vale salientar que as composições podem ser compostas premeditadamente por pessoas ou por organizações que conhecem o poder oculto da música e o que ela é capaz de provocar, ou ser composta por inspiração, mas sendo esta de fonte negativa ou positiva.
Há Ordens que são detentoras do conhecimento oculto da musica e que por isto sabem devem ser compostas músicas para determinados fins.
Os orientais preparam mantras com diversas finalidades, o mesmo acontecendo em todos os cultos, quer sejam o canto gregoriano no seio do Catolicismo, quer às vocalizações da Rosacruz, os mantras indianos e tibetanos, os cânticos nativos de diversas culturas indígenas, os pontos dos cultos africanos, as chamadas dos adeptos da ayuasca, etc.
Deve-se ter em conta que a existência de muitas organizações de fundo negativo e que também sabem como usar a música para atingir seus propósitos nefandos, por isso o buscador das coisas divinas deve ter conhecimento do que representa a música na conduta humana.
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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
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