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A Música e o Desenvolvimento dos Seres


" Assim com é a música
assim é a vida".



música

Notas musicais
Na palestra Experiências com a Música Atual - tema 0.874 - citamos alguns trabalhos experimentais ao nível de biologia e de psicologia mostrando que os sons de alguma forma afetam o seres biológicos em geral e o humano em particular em um nível bem mais amplo do que o lado estético ou auditivo. Nesta palestra daremos prosseguimento ao assunto mencionando outros experimentos, pois é muito importante se ter à convicção das influências que a música pode exercer sobre o meio ambiente a fim de que a pessoa conscientemente possa ter as necessárias precauções com relação aos sons que escuta, principalmente com referência à música.
Aceito que a música sem dúvida determina diversos efeitos sobre a pessoa, mesmo assim pode-se supor que estes sejam decorrências de estados emocionais, de condições subjetivas inerentes ao aspecto melódico, apenas ao seu lado estético. Mas, existem diversos trabalhos que mostram que essa ação se faz sentir até mesmo em seres biológicos que, pelo menos na conceituação científica oficial, não são dotados de emoções, como, por exemplo, os vegetais [1], e até mesmo sementes, que não podem, segundo os padrões oficiais estabelecidos, ser influenciadas subjetivamente pela música.

Na palestra anterior foi citado uma experiência que constatou que determinados sons coagulam as proteínas de ovos, chegando a ponto da música de alguns grupos de rock pesado "cozinhar" ovos com os sons dos seus instrumentos. Lembrando que um ovo é uma célula gigante, e que a sua constituição química é idêntica à de uma célula comum vale a indagação se aqueles sons igualmente não coagulam as proteínas de células do organismo humano. Na verdade a cada minuto milhões de células estão nascendo e outro tanto morrendo naturalmente num organismo e sendo assim estatisticamente a destruição de um número aquém de determinado limite poderia não se fazer sentir acentuadamente no conjunto, mas nem por isto deixaria de prejudicar subtilmente algumas funções, consequentemente resultando em prejuízos para o ser biológico. Mesmo que a pessoa não perceba diretamente ainda assim venha a sofrer algum tipo de prejuízo? - Na verdade não existem provas definitivas a respeito disto com relação ao ser humano, mas certas experiências apontam afirmativamente em se tratando de seres do reino vegetal.

A fim de evidenciar se as alterações evidenciadas pela música sobre o ser humano não seria uma decorrência de condições especiais, os pesquisadores têm direcionado experiências para formas de vida biologicamente mais primitivas, como determinados vegetais e até mesmo sementes.

Na investigação dos efeitos de música sobre a vida, como já mencionamos, têm sido realizados alguns experimentos cujos resultados, se não sensacionais, pelo menos bastante evidentes. Por paradoxal que possa parecer, o efeito da música sobre o reino vegetal primitivo é um dos métodos mais convincentes para provar que a música influi na vida biológica indicando que não pode ser diferente na humana em particular. Em experiências realizadas com seres humanos e, até um certo ponto, com animais têm o fator mente que poderia mascarar os resultados. Isso quer dizer que, se bem que se possa demonstrar que os resultados são resultantes de influências por tons poderia não ser direto e sim algo subjetivo. Em outras palavras, os efeitos que se apresentam numa pessoa quando submetida a determinado tipo de música seriam causados por reação subjetiva, apenas respostas psicológicas. Por outro lado, no caso dos efeitos produzidos pela música sobre plantas, o lado mental presente no ser humano e que é capaz de mascarar os resultados obtidos são anulados.

Demonstrar que a música afeta sementes e vegetais indica a existência de uma ação que pode ser imputada a uma ação objetiva e direta dos tons sobre os as células e consequentemente sobre diferentes processos de.

Com base em experiências recentes diz David Tame: " Embora a pesquisa que relaciona a música às plantas ainda seja, em grande parte, um campo inexplorado algumas investigações preliminares neste atraente campo já nos deram achados inequívocos". Duas séries independentes de experimentações, uma realizada no Canadá e outra na União Soviética demonstrou que as sementes de trigo crescem mais depressa quando tratadas com sons. As mudas de trigo tratadas com som no Canadá, num ambiente laboratorial cuidadosamente controlado, cresceram três vezes mais do que as mudas não tratadas. [2]

Uma outra experiência bem interessante consistiu em expor plantas - gerânios - ao "Concertos de Brandenburgo de Bach". Os gerânios cresceram mais depressa do que os outros que não estiveram expostos.

Também já foram realizadas experiências até mesmo com bactérias averiguando-se que estas morrem quando expostas a certas freqüências e multiplicam-se mais rapidamente em resposta a outros sons.
música

Harpa
Vale ainda reforçar o que estamos dizendo citando uma série intensiva de experiências realizadas por Dorothy Retllack, de Denver, Colorado, que patenteou os efeitos de diferentes espécies de música sobre uma variedade de plantas caseiras. As experiências obedeceram a rigorosas condições científicas, e as plantas foram conservadas dentro de amplos gabinetes fechados de forma que a luz, a temperatura e outras condições eram automaticamente regulados. Verificou-se que três horas diárias tolhia o desenvolvimento de abóboras, filodendros e milho, e as danificava em menos de quatro semanas.

Uma outra das experiências de Dorothy Retllack consistiu em expor um grupo de feijões, abóboras, milho à música Led Zeppelin e Vanillapra; à música atonal contemporânea de vanguarda; para um segundo grupo, música plácida, sacra; e finalmente um terceiro grupo de controle não submetido a quaisquer tipos de música. Após alguns dias verificou que as plantas do grupo exposto à música Led Zepellin e Vanilla Fudge inclinavam-se todas na direção oposta à fonte sonora e três semanas depois todas estavam definhando e moribundas. Os feijões expostos à "nova música" inclinaram-se cerca de l5 graus em sentido oposto à fonte sonora, e haviam desenvolvido raízes de tamanho médio, enquanto que aquelas que permaneceram em silêncio apresentavam raízes mais compridas e tinham crescido mais do que as outras. Por fim as plantas expostas à música plácida, sacra, não somente cresceram duas polegadas mais do que as que as que permaneceram em silencio, como também haviam se inclinado na direção da fonte sonora. As conclusões a que chegou Dorothy Retalack: " Se a música de rock tem um efeito desfavorável sobre as plantas, não seria essa mesma música, ouvida durante tanto tempo e com tanta freqüência pela geração mais jovem, parcialmente responsável pelo seu comportamento irregular e caótico"?
Dr. T. C. Sing, chefe do Departamento de Botânica da Universidade de Annamalia, na Índia, também tem dirigido pesquisas sobre os efeitos da música em vegetais que uma constante exposição à música clássica faz com que as plantas cresçam até duas vezes mais depressa do que normalmente o fazem e chegou descobriu que o que parece ser a causa do crescimento acelerado. Evidenciou que as ondas sonoras de um instrumento musical provocam aumento do movimento do protoplasma e que até mesmo som de um diapasão a dois pés ( 1,80 m ) de distância de uma planta provoca esse tipo de efeito. Verificou o violino, dentre todos os instrumentos, é o que mais intensifica a vida de vegetais como o alho, batata-doce, bálsamo, e cana-de-açúcar.

O mais significativo ainda que tem sido revelado nesse tipo de pesquisa é que as gerações ulteriores das sementes das plantas estimuladas musicalmente tornam-se portadoras de traços aprimorados, como tamanho maior, maior número de folhas e outras características, e isto mostra que de alguma forma a música modifica os cromossomos das planas! Presumivelmente a música má pode ter sentido inverso. É evidente que esse mesmo efeito ocorra com relação aos seres humanos e se tal trata-se de algo altamente preocupante.


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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br




Notas:

[1] - Na verdade as plantas também têm reações de tipo emocional conforme descritas no livro A VIDA SECRETA DAS PLANTAS citando as experiências realizadas em um laboratório de pesquisa da Califórnia.

[2] - Revista Time de 7 de abril de 1968


   Imprima esta Página Adicione aos Favoritos Última atualização: 01 de Novembro de 2003
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