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Músicas de Poder
" A música é o maior poder que já experimentei.
Duvido que alguma coisa iguale o seu poder
sobre o organismo humano ".
Jean Maas
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Como já foi referida em palestra anterior, a música exerce poderes sobre os seres, sejam através de processos biológicos, sejam psicológicos, estéticos e outros.
Nas palestras precedentes falamos de efeitos biológicos exercidos pela música e detectáveis experimentalmente, razão pela qual vêm, mesmo com grandes reservas, sendo lentamente aceitos pelos meios científicos. Nesta palestra vamos falar de determinados efeitos provocados pela música, algo de difícil aceitação pela ciência, mas nem por isto deixam de ser verdadeiros. Tratam-se de poderes dos sons em geral, e da música em particular, ainda pouco conhecidos, que não são de fácil detecção objetiva, e que a ciência ainda não tem em seu arsenal instrumentos capazes de detectar. Estamos falando do efeito da música sobre os chacras. A ciência oficial ainda não aceita a existência dos chacras por não haver podido até o momento detectá-lo objetivamente, sendo assim ainda mais difícil é aceitar que a música exerça algum tipo de ação sobre o organismo através deles. Naturalmente tal efeito não é ainda reconhecido pela
ciência, pois os chacras, via de regra, só são evidenciados através da visão psíquica e não instrumentalmente como requer o método cientifico cartesiano.
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Os chacras respondem instantaneamente aos sons, acelerando ou retardando sua rotação e consequentemente a tonalidade de sua cor fundamental.
Existe uma relação direta entre os chacras e a música. À cada um dos 7 chacras[1] corresponde uma das 7 notas musicais e aquele que sabe age conscientemente quando deseja obter um certo resultado. Mas não são apenas as notas isoladas que atuam nesse sentido, mais ainda em se tratando de combinações de notas. Na verdade a atuação pode ser mais intensa e completa conforme os acordes, a classe de música e também o instrumento que produz o som.
Abaixo apresentamos alguns exemplos para que se possa ter uma idéia do assunto, contudo a lista visa apenas exemplificar o que estamos querendo focalizar, assim ela está muito reduzida e simplificada. Para ser completa seria preciso centenas de páginas contendo uma variedade enorme informações sobre inumeráveis instrumento e ritmos existentes.
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CHAKRAS: |
INSTRUMENTO |
COR |
ENERGISA |
DESENERGISA |
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Coronário |
Cordas |
Amarelo |
Sinfonias |
Jazz |
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Frontal |
Piano |
Verde |
Concertos |
Música de sintetizador |
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Laringeo |
Metais |
Azul |
Marchas |
Rock |
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Cardíaco |
Harpa |
Cor de Rosa |
Valsas e Celtas |
Foxtrote, Tango |
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Esplênico |
Sopro palheta |
Violeta |
M. da alma |
xxxx |
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umbilical |
Órgão |
Púrpura e ouro |
M. Indiana |
Blues |
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Base da espinha |
Percussão, tambor |
Vermelho |
Samba |
Rock, vodu, |
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Diante dessa interrelação já podemos sentir que num concerto, numa apresentação orquestral, os mais diversos efeitos podem ser obtidos, não somente em decorrência do aspecto estético da música como também dos solos de determinados instrumentos, das combinações deles e especialmente dos arranjos especiais. Disto resulta o sucesso de um regente, pois uma mesma peça musical pode determinar estados psíquicos e emocionais diversos de conformidade com a regência, a orquestração. Os efeitos da música não dependem apenas da composição em si, mas também da execução pelos motivos das interferências específicas dos instrumentos sobre os chacras e centros psíquicos.
A Ordem Pitagórica nos ensina que a Trindade está presente na música em forma de harmonia, melodia e ritmo. Transportando-se este raciocínio para a Trindade Bramânica podemos dizer que Brahmâ é Harmonia, Vichnu a melodia e Shiva o ritmo. Lembremo-nos de que Shiva corresponde ao aspecto destrutivo e é o que vemos no mundo atual, os ritmos variados de conotação negativa exercendo o poder destruidor.
Creio que o discípulo que antes apenas via na música apenas o lado estético, aquele que lhe facultava considerar uma música feia e ou bonita, já está sentindo uma das outras faces, sentindo que é possível através da música ser modelado o caráter e o comportamento das pessoas. Afirmamos que de padrões tonais errados introduzidos na música, premeditadamente ou não, podem resultar negatividades incalculáveis.
Com certeza podemos dizer que é a música atual não é o único meio de atuação da negatividade, mas sem dúvidas ela tem sido um dos principais.
Os sábios da antigüidade chamavam a atenção para que todos os cidadãos fossem preservados dos perigos do uso indevido da música por conta do poder que ela podia desenvolver, portanto que fosse evidenciado o seu lado benéfico, que houvesse emprenho no sentido de que só se escutassem as músicas corretas. Afirmavam que o objetivo da música nunca deveria ser o de mero entretenimento desde que o lado escuro da natureza do homem poderia prevalecer como decorrência do seu efeito. Consideravam que se devia dar muito atenção à música a fim de que o ouvinte não viesse a ser atingido pelo seu lado mau, desde que a pessoa tanto poderia ser atingida pela música imoral quanto pela música correta.
Segundo a sabedoria dos antigos a toda música cabe o papel de esteticamente transmitir verdades eternas e influir no caráter do homem visando a torná-lo melhor, mas que em decorrência da polaridade das coisas existentes ela também sempre foi usada para fins opostos. Por isto os sábios filósofos chineses estavam certos de que toda música sensual exercia uma influência imoral sobre o ouvinte, razão pela qual os governantes estabeleciam métodos de fiscalização visando que as músicas tocadas fossem estritamente vigiadas de modo a se identificar se ela tendia para a degradação moral ou se direcionava à espiritualidade, em outras palavras, visava saber se ela tendia ao bem ou para o mal.
Baseado nesse conceito é que podemos afirmar que pelo tipo da música contemporânea predominante a humanidade está sendo condicionada a manifestar mais intensamente a seus instintos inferiores e em grande parte ela pode ser um dos principais elementos responsável pela natureza neurótica da atual civilização.
Em nenhuma época deste atual ciclo de civilização a humanidade esteve mais exposta à ação de forças espúrias, entre elas as veiculadas pela música. No passado a fim de escutar música a pessoa tinha que ir a algum local onde houvesse uma apresentação de alguma orquestra, em algum encontro familiar onde fosse tocado algum instrumento; entre os camponeses quando à noite reuniam-se a fim de cantar e tocar algum tipo de instrumento. Hoje a situação é diferente, o desenvolvimento tecnológico possibilitou que a música esteja presente em todos os lugares e em todos os momentos.
São as gravações acessíveis a todos, aparelhos de som de todos os tipos, rádio, cinema, televisão, etc., portanto existindo um fundo musical em tudo. Não se passa um momento sem que se esteja escutando algum tipo de música através de rádios, de aparelhos de som, etc., nas lojas, em casa, no carro, no ônibus, trem, nas ruas... Atualmente em tudo se faz sentir um fundo musical. O pior é que se tem que escutar música quer queira quer não queira e o que é pior escutar sem o direito de fazer uso do direito de escolher o que se quer ou não se quer ouvir.
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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
Notas:
[1] -
Vide temas: 143 - 145 - 146 - 286 - 292 - 359 - 395 - 666.
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