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O Lado Positivo da Música


" O que quer que exista, o que quer
que tenha existido, o que quer venha
a existir, é OM - som".

Upanishad Mandyukya

música

Instrumento de cordas
Nas palestras precedentes desta série falamos dos efeitos que podem resultar da ação da música e da existência de um lado amplamente negativo, pelo que a pessoa deve se precaver de muitos gêneros musicais da atualidade e nesta palestra queremos fala sucintamente do oposto, ou seja, do lado positivo.

A primeira indagação é se a música é capaz de causar danos ao organismo ela também é capaz de causar benefícios? A fim de respondermos essa indagação vamos inicialmente lembrar que existem várias experiências de física elementar que mostram isto. A mais comum das dessas experiências consiste em se colocar areia e outras substâncias sobre uma lâmina de vidro e friccionar a lâmina com um arco de violino. Imediatamente as partículas agrupam-se formando desenhos que, de uma certa forma, podem formar desenhos mandalicos. Alterando-se a maneira como é friccionado o arco, e algumas outras condições, o desenho altera-se. Também queremos lembrar que noutra palestra falamos do efeito causado por sons de grande intensidade que são capazes de coagular proteínas a um ponto tal que um ovo pode ficar totalmente cozido com a vibração sonora, acontecendo isto até mesmo em espetáculos de rock pesado.
Atualmente mesmo cientistas ortodoxos já estão atribuindo muitos distúrbios orgânicos causados em pessoa que vivem próximo a emissores de microondas. Seria cansativo enumerar muitas outras experiências, até mesmo porque desconhecemos a maioria delas, numa simples palestra, mas podemos afirmar que são numerosas as experiências sobre o poder dos sons em geral e da música em particular, quer sobre o ambiente quer sobre os organismos vivos.

Não se pode negar que a existência da ação da música sobre o organismo, mas nem sempre ação é sinônimo de prejuízo. Lembremos que todas as coisas têm dois lados, isto é o resultado de uma lei fundamental do Universo Imanente é a Lei da Polaridade e é por isto podemos dizer música ser também um sistema terapêutico de primeira qualidade, e neste sentido já os antigos afirmavam ser a musica capaz de efetivar curas muitas vezes difíceis através de outros procedimentos médicos.

Diziam os sábios da antigüidade que música era capaz de renovar a divina harmonia e o ritmo do corpo, das emoções e do espirito do homem, pois que a grande maioria das doenças, tanto físicas quanto mentais sofriam pela ação da música. Afirmavam que um homem doente era alguém que perdera a harmonia interior, que havia permitido que a dissonância cósmica e assim ocorria um desequilíbrio da sinfonia do ser, ou seja, que ele já não se harmonizasse adequadamente com o universo e suas leis. Sendo assim a harmonia perdida podia ser restabelecida mediante a música exterior, audível, para reafiná-lo com o Som Universal.

Na verdade a afirmação mencionada no parágrafo anterior está em perfeita concordância a Homeopatia que afirma que a doença é o resultado de uma desarmonia entre o organismo e a força vital, e que isto tem lugar ao nível de sintonia vibratória. A cura homeopática não é uma cura química e sim energética desde que o medicamento homeopático não tem ação química alguma e sim uma ação energética, vibratória, capaz de restabelecer a harmonia entre o indivíduo e a fonte cósmica de energia vital.

O aspecto curativo da música sempre esteve presente no seio da humanidade desde a mais recôndita antigüidade. As sociedades primitivas davam mais importância aos cantos mágicos e às danças rituais do que às ervas medicinais para curar seus doentes.

Dando-se uma examinada nos registros históricos vamos encontrar constantemente citações a respeito da música sendo usada como instrumento terapêutico pelos antigos chineses, hindus, persas, egípcios, gregos, e outros povos.

Na própria Bíblia vamos encontrar menção ao poder curativo da Música. O I Livro de Samuel descreve a maneira como Davi curou Saul de uma depressão obsessiva por meio da música.[1]

Na história da Grécia vamos encontrar várias menções ao poder de cura da música. Na Ilíada Homero cita uma peste avassaladora que foi debelada pelo deus Apolo por meio de hinos e cânticos sacros. Na Odisséia ele cita Ulisses ter sido ter sido ferido no joelho quando caçava javalis e que a dor fora aliviada e até mesmo a própria ferida haver sarado graças ao entoar de trovas. A história grega faz menção não somente a ferimentos que eram beneficiados pela música, mas também a outras doenças, pestes, em que para curá-las também era empregada a música com sucesso e especialmente para curar distúrbios emocionais diversos.

Sem dúvida alguma, na antigüidade, o uso da música veio a ser amplamente usado em decorrência dos ensinamentos de Pitágoras. Não só no passado, mas ainda hoje as escolas pitagóricas atribuem grande importância à música, a um ponto tal que ela constitui, a par dos números e das formas geométricas, a base da quase totalidade da filosofia pitagórica.

A Escola Pitagórica herdou muitos dos conhecimentos dos antigos gregos e de outras culturas antigas, em especial a do Egito. As Ordens que a sucederam continuam ensinando que existe uma música de fundo base constitutiva de tudo quanto há, e que a denominam de "Música das Esferas", equivalente ao OM dos orientais. Por este motivo os pitagóricos concebem a música como reflexos da Música das Esferas ( som cósmico primordial ). Por isto insistem na importância que a pessoa deve dar aos sons em geral e a música em especial a fim de se manter em sintonia com o próprio ritmo da vida. Por isso afirmam que a boa música é aquela que fortalece a harmonia vibratória entre o microcosmo - o homem - com o macroscosmo - o universo.

Hipócrates, considerado o pai da medicina, encaminhava seus pacientes de enfermidades mentais ao Templo de Esculápio para lá ouvirem músicas visando a cura.

Em Roma também se fazia uso da musicoterapia que só veio a ser abandonada por influência da cristianização decadente do Império. Os árabes do séculos XIII tinham salas de música nos hospitais. Em período mais recente Paracelso praticava o que ele próprio denominava de "medicina musical" em que eram usadas composições especificas para doenças especificas; tanto mentais quanto morais e físicas.

Após um longo período de obscurantismo hoje a música está renascendo como fonte de equilibro. Assim a chamada New Age tem crescido à cada dia e está sendo amplamente usada com a finalidade de relaxar, e de tranqüilizar, consequentemente de equilibrar o lado emocional das as pessoas e em muitos casos efetivar a substituição de tranqüilizantes e até mesmo soníferos de natureza química.

Sem dúvida alguma a boa música atual de fato parece que está ocupando o seu lugar no tocante à harmonia de pessoas que têm dado à ela a devida atenção, tudo indica que está dentro do possível trazendo de volta as pessoas a padrões mais saudáveis de pensamento, de sentimento e de ação, tal como proclamava os sábios da antigüidade.

Hoje são inúmeros os incentivadores da musicoterapia e vamos mencionar um dos que mais a têm divulgado. Trata-se do compositor, instrumentador e conferencista Stephen Halpern, ligado ao movimento New Age. Halpern constantemente está divulgando o quanto a música pode beneficiar as pessoas e por isso ele compõe musicas especiais para relaxar, para aclamar. É verdade que a música dele não visa diretamente curar, contudo não se pode negar que relaxar e tranqüilizar não seja um dos elos significativos de um processo de cura.
Agora queremos salientar que na musicoterapia tem que ser levada em conta alguns fatores. Não se pode generalizar que a New Age Music seja sempre a de melhor escolha. Nem sempre uma pessoa pode se beneficiar com uma música relaxante. Por exemplo, um deprimido não se beneficiará, e até mesmo pode estar sujeito a piorar pela ação de uma música relaxante, por isto podemos afirmar que para cada música existe uma indicação precisa. Isto é o que sempre vem ensinando os pitagoricos, que insistem em que é essencial a pessoa que compões, que toca, ou que administrar a músicas tenha os devidos conhecimentos no tocante às qualidades intrínsecas dessa arte.

Uma contra-reação à música degradante da atualidade tem sido a música New Age, mas não podemos dizer que este gênero seja sempre curativo. Na verdade ela tem forte poder de condicionar efeitos especiais, mas por isto mesmo é que tem que ser levado em conta que não se pode generalizar este ou qualquer outro gênero de música para todas as pessoas e para todos os momentos.

Também queremos dizer que, a música New Age esteja atualmente sendo usada por diversas Ordens Iniciáticas positivas como gênero adequado ao equilíbrio da humanidade atual, portanto seja um veículo bem significativo na divulgação da Música de Poder Positivo ainda assim não se deve aceitar qualquer uma delas apenas pela etiqueta New Age. Sem dúvida alguma também a negatividade tem se infiltrado de forma impressionante nesse gênero musical, e podemos dizer que é possível que seja o campo mais fértil, depois de rock, rap, skinner e outros idênticos, o gênero mais visado pelos compositores da música negativa.


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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br




Notas:

[1] - I Samuel 16:14-23.



   Imprima esta Página Adicione aos Favoritos Última atualização: 14 de Novembro de 2003
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