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A Música Ritualística


" Muitas vezes se diz melhor
calando do que falando em demasia "

Provérbio

música

Instrumento de percussão
Temos visto o papel que a música pode exercer sobre o meio ambiente e potencial que pode ser direcionado num ou noutro sentido. Continuaremos nesta palestra a mostrar mais alguns aspectos dos sons no contexto do desenvolvimento espiritual. Na verdade já acreditamos que o discípulo neste ponto há pode entender que de uma forma ampla o espirito é um som que expressa a consciência.

Dentro deste contexto o direcionamento do som é que indica a queda ou a ascensão do espirito, o nível de seu desenvolvimento espiritual. Na essência ele seria a primeira diferenciação do OM dentro da creação, como veremos em temas seguintes.
Assim como o espirito está sujeito a ser aquilo que costumam chamar de ruim, igualmente ele pode ser bom. Isto se transferido à linguagem musical pode ser definido como ser a má ou a boa música. O grau do espirito reflete-se na música que aprecia, que compõe ou que gosta de escutar. Um espirito envolvido de forma alguma tem condições de escutar e especialmente de sentir o esplendor do OM.

" Espirito é vibração, vibração é som, som dotado de harmonia, melodia e ritmo, é música. Quando o espirito está em perfeita sintonia com o OM ele é o cântico de Deus " - Palavras da V\O\H\.

Uma vibração é manifestação de Deus Dentro da Creação e toda vibração é passível de sofrer interferências de uma outra - Efeito de Ressonância - e sofrer modificação no ritmo. A vibração é atingível, é penetrável. A vibração algo da natureza de Deus por ser o resultado da ação dos dois atributos RA e MA.

Sendo o espirito uma vibração é natural que ele esteja constantemente ressoando com os múltiplos aspectos da natureza e consequentemente pode-se perceber ser ele vulnerável, é possível assim se entender que o "Poder de Deus é Penetrável" e o quanto "O Homem Também é Sagrado".

Já no Egito antigo os sacerdotes diziam: " Os mortais que souberem manejar as palavras de poder também podem invocar e dirigir as energias dos céus" Num outro texto lê-se uma ordem do Deus RA: " Ouvi-me agora! Minha ordem é que todos os meus filhos sejam trazidos para junto de mim a fim de que possam pronunciar palavras de poder que serão sentidas na Terra e nos céus.".

Pelo que foi mostrado no parágrafo anterior pode-se entender o porquê existem as palavras de poder, os sons de poder, as vocalizações, os mantras, as chamadas, os cânticos religiosos. Este é um dos principais meios do exercício do manifestação dos poderes cósmico sobre tudo quanto existe.

Um dos pontos mencionados na Bíblia e em outros Livros Sagrados diz respeito ao poder dado ao homem sobre todos os outros seres. Diz a Bíblia no Gênesis

" ... E fez Deus os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais domésticos, e todos os repteis da terra, segundo a sua espécie... E disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, e presida aos peixes do mar, e às aves do céu, e aos animais selváticos, e a toda a terra, e a todos os repteis que se movem sobre a terra. E criou Deus o homem à sua... Deus os abençoou e disse: Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra, e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais que se movem sobe a terra".

Pouco são os que sabem o porquê desse poder de domínio sobre a natureza. Isto acontece porque na verdade o homem é o único ser na terra capaz de produzir a mais ampla gama de sons. É um ser capaz de produzir mais sons que quaisquer outros, não somente em decorrência do aparelho vocálico que lhe é próprio quanto pela capacidade de construir instrumentos sonoros. Nenhum animal jamais construiu um instrumento musical, apenas emite sons de uma estreita faixa de vibrações que lhe são próprios. Enquanto isto os sons produzidos pelos seres humanos abrangem uma vasta gama, uma faixa bem ampla. A voz humana pode introduzir na música melodia, ritmo e outras qualidades importantes e que nenhum outro ser vivo na terra é capaz de fazê-lo. Por outro lado, ele tem uma estrutura biológica favorável á construção de instrumentos vários, entre o que podemos salientar o desenvolvimento das mãos e dos dedos. Sem o desenvolvimento de mãos e de dedos o homem não poderia construir tantos instrumentos e nem tocá-los de forma ampla como acontece normalmente.

Temos dito várias vezes que vibração é som, portanto o homem é o ser que pode produzir sons das mais diversas qualidade e nas mais diversas condições. Não somente ao nível de música quanto em outros padrões vibratórios. Ele já construiu miríades de instrumentos vibratórios e tudo isso em essência pode ser considerado instrumentos sonoros Desde que vibração é som o homem desde a mais remota antigüidade vem construindo os mais diversos tipos de aparelhos em número incontável.

Toda ciência baseia-se em emissões vibratórias, tudo que o hoje se constrói é pelo uso da vibração e destinado a exercer alguma atividade vibratória. O mundo moderno tem vivido essa fase, toda as ciências estão diretamente vinculadas a aparelhos.

Já falamos muito sobre o poder e dos usos dos cristais; falamos que a tecnologia de ponta baseia-se neles, e que se analisado vê-se que se tratam de emissores, transformadores, e condicionadores, de vibrações, e como tais podem ser considerados aparelhos de som. Por tudo isto podemos dizer que todo o que o homem tem sobre a natureza tem como base o som.

Assim, quando o espirito foi criado, ele foi dotado do potencial de poder produzir, de manipular as vibrações, poder esse que veio se manifestar quando ele assume o corpo biológico humano. O poder de Deus - vibração - é penetrável, por isto o homem tendo o poder de manipular os sons em geral e a música em particular, consequentemente tem domínio sobre os outros seres encarnados. Mas, o que é bem importante a ser levado em conta; não se trata de domínio no sentido de poder escravagista, ou de soberba e sim de capacidade de agir sobre a natureza. Qualquer poder é perigoso quando não bem administrado, isto tem sido a ruína de muitos...
Vejamos que todo o mal e o bem na face da terra, foi, é, e será comandado por vibrações, tanto os instrumentos de guerra quanto os de paz; tanto os causadores de sofrimentos, quanto os de cura e de prazeres, pois tudo está atrelado à vibração; sem dúvida é de alguma forma através da vibração ( som ) que qualquer forma de domínio é exercido na face da terra.

Feiticeiros, Bruxos, Sacerdotes, Xamãs, Iniciadores, Mestres e equivalentes de todas as religiões através dos séculos sempre fizeram uso dos sons ritualisticamente visando determinados fins. Como existe a Lei da Polaridade, nem sempre tais sons, músicas e cânticos foram usados positivamente. Por isto, sem dúvida alguma, podemos afirmar que um dos principais meios de atuação da força inferior tem sido através da música, quer da sociedade em geral, quer das religiões, doutrinas e seitas em particular. Um desses expedientes de atuação da força negativa no seio das religiões é resultante de interferências na música sacra. Aquela força interviu nos sons, induzindo modificações nos cânticos de poder, substituindo-os por cânticos de louvor. Muitas igrejas, especialmente as cristãos, deixaram-se atingir por esse ardil. Os hinos cantados hoje nas igrejas evangélicas em termos de poder são inexpressivos. São hinos de louvor, mas isso não significa coisa alguma, pois Deus não precisa de louvores, de homenagens faladas ou cantadas. O que há de positivo é direcionado à pessoa, é o poder do som sobre a pessoa e não o inverso. Deus não precisa de homenagens ou equivalentes. Não estamos dizendo que um hino seja algo negativo, estamos dizendo sim que não beneficia diretamente quem canta e nem agrada ou desagrada Deus, pois Ele está acima desse nível de coisas marcadamente humanas. A música de poder sim, esta tem ação sobre o ser humano, portanto usá-la em conotação positiva tem sanificado igualmente positivo para a pessoa.

No Cristianismo dos primeiros séculos os cânticos de poder ocupavam um lugar de proeminência, com o tempo eles foram sendo substituídos lentamente por simples hinos. No catolicismo musicas de poder continuaram até recentemente, como por exemplo, o Canto Gregoriano. A coisa continuou em degradação, até o ponto de em muitas igrejas atualmente serem tocadas músicas profanas basicamente negativas.


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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br




Notas:



   Imprima esta Página Adicione aos Favoritos Última atualização: 16 de Novembro de 2003
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