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A Música e os Elementos da Natureza


" A matéria é a harmonia das
esferas cristalizadas "

Escola Pitagórica

Anjo


Cada classe de instrumentos possui características comuns que lhes concedem qualidades genéricas, por isto os efeitos exercidos sobre o campo energético circundante são diferenciados de conformidade com a categoria. Basicamente existem três categorias de instrumentos: de cordas, de sopro e de percussão e cada uma dessas classes tem uma especificidade sobre determinados chacras e centros psíquicos, como por exemplo, os instrumentos de percussão atuam mais intensamente sobre o chacra raiz (base da espinha dorsal).
O efeito dos instrumentos não dizem respeito apenas aos seres vivos em geral e ao homem em particular. Ele se faz presente em menor ou em maior grau em todas as coisas circundantes. Convenhamos que estamos nos referindo às coisas que existem no sétimo nível da seqüência sétupla onde se situa a matéria densa. Todos sabem que os sons provocam vibrações no ambiente físico e que a ressonância difere conforme a classe de instrumentos. A ressonância provocada por uma bateria é diferente daquela provocada, por exemplo, por um violino ou por uma flauta.

Falamos do efeito dos sons ao nível do mundo denso, quer sobre a estrutura orgânica quer sobre a inorgânica, mas vale salientar que não é somente sobre o plano material que os sons agem, eles o fazem também em menor ou maior grau sobre os demais planos da seqüência sétupla e isto tem uma implicação direta, pois indica que os existe uma ressonância sobre os níveis sutis dos elementos da natureza - akash - fogo - água - ar e terra. Isto compreende o esoterismo musical e é bem estudado pelos pitagóricos, rosacruzes e celtas, e pela V\O\H\ e outras doutrinas.

É de grande significação a interação entre a música e a ressonância que ela produz nos planos dos elementais. Por isto é que os diferentes tipos de instrumentos correspondem a determinadas classes de elementais. Podemos dizer que elas são tanto ou quanto inerentes à cada elemento, como, por exemplo os instrumentos de percussão são mais ligados ao elemento terra, os de sopro ao elemento ar, e assim por diante. O esoterismo musical estabelece a relação entre a classe de instrumento e o elemento. Vale salientar que a interação não é total, o que ocorre é uma predominância de uma classe de instrumento sobre outro elemento, mas na realidade eles atuam sobre todos os demais.

Falamos na ação da classe de instrumentos, mas queremos dizer que existe também especificidade de ação ligada à cada instrumento em particular de uma mesma classe. Cada instrumento libera uma forma específica de vibração que lhe é própria dele. Cada um tem timbre e outras características específicas que produzem diferentes tipos de ressonância. Por exemplo, nem todos os instrumentos de percussão produzem sons iguais. Até mesmo o nível de afinação de um instrumento tem que ser levado em conta desde que modificam as características sonoras de forma que o seu campo de ação varia dentro de uma mesma classe. É isto o que faz com que cada instrumento libere uma forma própria de som que, por sua vez, determina efeitos específicos. Nos tambores, por exemplo, o tamanho da superfície, o grau de tensão da superfície, a intaensidade das batidas, o ritmo, tudo isto confere especificidade na área de atuação.

Cada instrumento relaciona-se com um determinado chacra e consequentemente o efeito que produz no organismo pode ser das mais diversas formas. Isto mostra uma capacidade de ações especificas conforme aquilo que se pretende obter portanto trata-se de algo muito significativo no tocante à musicoterapia e o valor ritualístico dos sons.

Algumas ordens e Religiões ensinam precisamente quais os sons devem ser usados para determinados fins; quais os mantras, os pontos, as chamadas, as vocalizações e mesmo as palavras e sons não articulados, que devem ser usados em uma e outra ocasião, segundo aquilo que se pretende obter.

O que foi dito do parágrafo anterior tem muito a ver com a ritualística de várias organizações, por isto algumas delas usam músicas não no sentido laudatório - música de louvores, como hinos - mas sim como fonte de força. Vezes são sons articulados - palavras de poder - e vezes não articulados - vocalizações - que devem ser utilizados em determinados momentos e o fazem de uma forma sucinta, mas outras organizações penetram bem mais nesse conhecimento ensinando exatamente como saber escolher os sons e como usa-los conscientemente.

Vale salientar a importância que algumas organizações emprestam à música, como alguns ramos celtas, rosacruzes e pitagóricos, concedem à essa matéria grande atenção, desde que os sons em geral, e a música em particular, tem sido um dos principais veículos da ação da força inferior que age inspirando sons e músicas que despertam, estimulam, e exacerbam o lado negativo da natureza humana.

Existem organizações que só se prendem à mensagem, às palavras, à letra da música cantada e deixam de lago as qualidades intrínsecas; isto quer dizer que se preocupam com o menos importante e deixam de lado o mais significativo que é a natureza dos sons implícitos. É fácil se cobrir, se corrigir, o que é dito em palavras numa música inadequada, mas o mesmo não acontece com respeito propriamente à vibração sonora.

A relação de especificidade a que nos referimos entre a classe de instrumentos e os elementos também podem ser dito com relação entre cada tipo de instrumento e cada tipo de seres integrantes dos diversos elementos. Assim, podemos dizer que existe uma estreita relação entre diferentes intrumentos e os diferentes elementais. Há instrumentos que estão mais ligados às ondinas, outros aos silfos, às salamandras, aos gnomos, e outras aos Devas, e assim por diante.

Na Ordem Pitagórica e em alguns ramos da Ordem Célica aprende-se a usar a música visando a integração da pessoa com a natureza, entre as pessoas e os seres da natureza. Através de sons adequados pode-se chamar o vento, comandar o fogo, e alterar os ritmos do ambiente. Num passado muito remoto a cultura atlanta era bem adiantada nesse conhecimento e foi deles que os celtas o herdaram. Os xamãs e feiticeiros ainda guardam parte desses conhecimentos. Algumas ordens têm um bom conhecimento a respeito os quais conservam guardados com certa reserva.

Mesmo que qualquer instrumento ressoe em todos os chacras, e sobre todos os elementos e elementais, ainda assim alguns são de fácil uso em sentido negativo. Sem dúvida alguma os dois instrumentos ocidentais que mais enlevam o ser são respectivamente harpa e o violino. Não é sem razão que existe um grande número de alegorias representativas de anjos estampados tocando harpa. A flauta em seus diversos tipos pode ser considerada um dos instrumentos de maior efeito sobre a pessoa, mas trata-se de um som facilmente direcionável. Por outro lado, o som dos instrumentos de percussão têm muito a ver com o lado material do ser por efetivar maior nível de ressonância no chacra da base da espinha o qual está relacionado diretamente com a sexualidade. È fácil se perceber conseqüências possíveis desse tipo de efeito, mesmo assim não é por isto que os sons de percussão sejam considerados negativos, pois o que mais importa são as combinações com outros instrumentos, os acordes, ou seja, a música como um todo.

Um ser não pode viver com a abolição de algum dos chacras, pois cada um deles tem uma função imprescindível, uma função a desempenhar nas atividades biológicas. As diferentes situações exigem constantemente modificações no ritmo dos chacras. Vivendo-se um padrão de vida organizado este ajuste faz-se automaticamente, mas quem conhece sabe como fazer isto racionalmente. Ele pode atenuar ou acelerar a função de um ou de outro chacra e centro psíquico de conformidade com a situação do momento. Para isso existem vários meios, entre estes o uso de sons.

É fácil perceber-se o quanto é possível se fazer por meio da música, basta que se tenha em conta a interação que pode ser efetivada através dela com os elementais, com os seres de planos não materiais. Assim é que a música e os sons podem tanto afastar seres e forças indesejáveis quanto atrair seres benéficos. O desenvolvimento desse conhecimento e sua prática constituem a base de algumas organizações esotéricas.

Antes de concluir esta palestra queremos lembrar que os diferentes grupos de instrumentos - cordas, sopro e percussão - estão associados à Trindade bramânica: Brahmâ, Vichnu e Shiva, como já dissemos em outras palestras.

Falamos dos instrumentos musicais mas vale salientar que nenhum deles compara-se à voz humana. Os indianos sempre sublinharam que a primazia da música cabe à voz sendo ela, portanto, um dos meios mais potentes de expressão das forças cósmicas, bem superior aos sons de instrumentos inanimados.
Há duas razões que justificam o maior poder da voz sobre os sons instrumentais. Em primeiro lugar vale salientar que nenhum instrumento é capaz de expressar com mais exatidão todas as delicadezas do sentimento espiritual. Em segundo lugar, a voz do humana está íntima e particularmente associada ao OM, a "Voz de Deus".

A fala humana pode ser considerada um aspecto menor, reduzido, do próprio OM, por essa razão é que os textos védicos nunca foram essencialmente destinados à leitura ou ao estudo literal. Na verdade eram hinos sacros que deviam ser entoados e cantados. Os Upanishads, que constituem uma parte dos Vedas, não são meros poemas nem diálogos, senão cânticos. A função deles, portanto, não consiste em transmitir apenas sabedoria intelectual e abstrata, mas, literalmente, liberar a sabedoria como energia real e sagrada capaz de promover efeitos marcantes.

Na doutrina védica sempre foi dito que certa energia é liberada toda vez que se vocalizam as fórmulas sânscritas mágicas que podem gerar estados espirituais sutis relacionados com a mente e com a vida que as palavras, quando muito, apenas podem descrever.


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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br




Notas:

   Imprima esta Página Adicione aos Favoritos Última atualização: 16 de Novembro de 2003
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