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Mistérios dos Números - Peculiaridades do Três
"Muito sabem os que lêem
mas os que vêem sabem, às vezes, mais."
Alexandre Dumas
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Entender os números é compreender a criação
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Disse Filolau: "O número é grande, perfeito e onipotente, è o princípio e guia da vida divina e humana".
Isto que disse Filolau até parece uma afirmativa herética, pois segundo disse até Deus está sujeito aos números. Não é fácil ser isso aceito sem que se tenha penetrado um tanto no mistérios dos números. Embora pareça ser uma afirmativa herética, mas não é pois na essência número é uma manifestação do próprio Deus, uma das "faces " do próprio Poder Superior.
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Até o próprio Deus é obediente ao número. Evidentemente o Poder Superior é onipotente portanto independe de número, mas para que fosse possível Deus independer das leis do numero o Poder Superior em Sua omnipotência teria que criar um outro modelo de universo, um outro modelo de criação deveria se fazer presente e não este.
Se não existisse o número por certo seria outro o modelo do Universo.
Número é ordem e limitação, é o que torna o Universo possível tal como ele é. Se não fossem os números o universo seria caótico, não haveria a ordenação perfeita que se apresenta em todo o Universo.
A natureza se move por números, e compreender os números é viver em harmonia com a natureza, daí porque Pitágoras procurava compreender a natureza dos números, e investigar sua operação no universo, tanto nos vastos movimentos ordenados dos céus, como nas disposições da terra.
O matemático e místico Abellio disse: "Os números 1 e 2 se mantêm fora da manifestação espacial, e sua exclusão se prende, diretamente, à lei fundamental segundo a qual qualquer manifestação exige a trindade e começa por ela."
A manifestação dos números tem muitas peculiaridades. Vejamos a seguinte: Em sentido prático a conscientização numérica começa com o três mas mesmo assim este número ainda não pode representar um sólido, ou seja algo que tenha uma forma de existência como coisa.
O triângulo é uma figura que só existe no plano e como o universo não é plano conseqüentemente o triângulo é apenas uma idéia de algo conscientizavel mas que inexiste estruturalmente.
A projeção do três no mundo tridimensional tem que se projetar como uma pirâmide de base triangular. Na realidade a representação plana do três é o triângulo, portanto algo que só pode existir no plano e não no espaço.
O triângulo é por definição uma figura plana. Embora represente o três ela tem apenas duas dimensões, pelo que não existe como algo tridimensional, ou seja como uma coisa qualquer que possa ser contada unitariamente. Por isso podemos entender que o três ( triângulo ) não é uma manifestação objetiva no universo.
A primeira manifestação concreta que surge a partir do três é a pirâmide de base triangular e neste caso não mais é três e sim quatro ( A pirâmide de base triangular tem 4 faces, três laterais mais a base ).
O Três para que se torne concreto tem que se transformar em pirâmide e neste caso deixa de ser três para ser quatro. Assim temos que, muitas vezes as três dimensões confluem em um só ponto em ângulo formando um cubo, neste caso o três se projeta na criação como seis, como sólido cúbico, que também pode ser representado por um hexagrama.
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Após fragmentar-se o universo adquiriu muitas formas
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No universo a criação determinou que tudo quanto existe tem que ter massa, volume e divisibilidade ( poder ser contado ). Volume exige três dimensões portanto algo só pode existir na natureza se pelo menos tiver um mínimo de três dimensões ( comprimento, largura e altura ).
No inespacial é três ( três dimensões) mas que no mundo objetivo gera algo concreto, neste caso algo espacial. Assim podemos dizer que o três é um número de nível inespacial cuja correspondência no nível espacial se faz ou como quatro ou como seis ( Quatro como pirâmide e seis como cubo ).
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Quando falamos de inespacial não estamos nos referindo ao NADA, estamos nos referindo a algo que não ocupa espaço mas que existe dentro da criação. Nem tudo o que existe no universo requer espaço. Por exemplo, os sentimentos, os elementos da lógica, razão, intelecto, existem e atuam no universo mas não ocupam espaço e nem dependem de tempo cronológico. Também o um, dois e três, assim como suas representações geométricas, o ponto, a linha e o triângulo.
Tudo aquilo que se manifestar no universo que fugir aos limites de espaço e tempo são manifestações diretas do Poder Superior e não coisas criadas. As coisas criadas resultam da vibração e dos demais princípios herméticos. O PODER SUPERIOR existe no Universo e fora dele, existe no NADA e no UNIVERSO, por isso há um imenso número de condições que existem no universo mas que são inerente diretamente ao PODER SUPERIOR. O Um , dois e três preenchem essa condição.
Existem miríades de coisas que só existem no universo, tratam-se das coisas criadas e estas depende de espaço e tempo ao mesmo tempo em que podem ser contadas. São limitadas, fracionárias por isso podem ser contadas.
Agora podemos dizer que aqueles estados evidenciáveis na natureza e que preenchem a condição de onipresença, aspectos que chamamos " FACES DO PODER SUPERIOR ", como os sentimentos ( Amor, Paz, Querer, Consciência, etc.) por exemplo, não têm limites. Por isso podemos dizer que o amor é infinito, que o querer também é infinito, e assim uma série de condições que temos citados em nossas palestras. Como não são coisas criadas não existe forma alguma por meio da qual possam ser medidos ou contados.
Voltemos a examinar melhor o triângulo. Na realidade não existe forma alguma de se construir um triângulo a nível estrutural. São apenas três linhas unindo pontos, três semi retas, e como linha não tem espessura torna-se assim impossível construir a partir delas algo concreto. Um ponto é dimensional ( não estamos falando de ponto desenho e sim ponto no sentido matemático, ponto teórico). O ponto não tem dimensão alguma é abstrato. A semi reta une pontos, portanto une coisas abstratas, adimensionais. Une algo que não tem dimensão objetiva alguma ( Teoricamente tem dimensão mas não no sentido objetivo ). A semi-reta conseqüentemente também é conceitual, não existe objetivamente. Um semireta riscada em uma superfície na realidade não é uma imagem unidimensional, e sim tridimensional porque o próprio risco constitutivo é tridimensional, pois tem comprimento, largura e altura ( espessura ), a própria tinta ou seja lá o que
for que a constitui tem volume. Para ser verdadeiramente uma semireta deveria ter apenas comprimento, mas não é possível isto ser expresso mecanicamente.
Se uma semireta não pode existir no plano material, por sua vez o triângulo, que é uma figura construída por coisas adimensionais, também não pode sê-lo. Alguém pode indagar, e um triângulo construído com uma barra de metal, por exemplo? - Um triângulo construído por uma barra de metal na realidade não é triângulo pois tem espessura, neste caso são três medidas e mais uma, a espessura. Na realidade quatro valores: largura, comprimento, altura e mais espessura. Na realidade o triângulo existe apenas a nível abstrato e não a nível estrutural.
O mesmo podemos dizer do três, ele só existe a nível; ele é conscientizável mas não como uma expressão objetiva. A conscientização do três é essencialmente baseada em uma condição mental. O três quando se torna manifesto no mundo material de alguma forma se transforma em quatro ou em seis.
Os três primeiros números são idéias abstratas, não pertencem ao mundo objetivo, ao mundo denso. Os três primeiros números formam uma trindade, ou seja são três em um formando uma trindade. Por isso na numerologia mística consideram a existência de 7 números básicos, o três representativo um, dois e três de natureza abstrata e seis de natureza concreta. Sete são os números básicos possíveis, por isso só existem sete notas musicais. Não existe a oitava e a nona nota na escala porque oito e nove não existem realmente, existem sim como desdobramentos de outros. ( um se desdobra em dois e três ). É uma peculiaridade do três, eles de uma certa forma existe mas não de uma outra, pois é ao mesmo tempo dois e um.
Como já falamos em outra palestra. muitos indagam-se o porquê as vibrações se distribuírem em 7 níveis, em oitavas. Isto é tão somente uma decorrência de só existirem 7 números, se só existem sete números como poderia existir um oitavo nível vibratório. Quando uma contagem chega ao sete o oitavo já é o primeiro, o início de uma outra contagem, e assim por diante.
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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
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