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As Iniciações Tradicionais


" Iniciado é aquele que foi admitido nos mistérios
e ao qual são revelados os segredos da Natureza ".




O símbolo não é a coisa
Existe um elevado número de Ordens e Confrarias que se dizem místicas e tradicionais mas que não na verdade não o são desde que não têm a confirmação de autenticidade, o reconhecimento, emitido pela mais elevada fonte de conhecimento da terra, a Divina Ordem.

Uma religião, fraternidade ou ordem para ser como tal aceita é preciso que seja reconhecida pela TRADIÇÃO. Por isso podemos dizer que a maioria das organizações existentes quando muito são usurpadoras de ensinamentos. São organizações que , que atribuem a elas próprias nomes tradicionais, nomes de alguma organização autêntica, especialmente uma das que no passado desenvolveu atividades relevantes.
São muitas as organizações que usam títulos antigos e que intitulam-se com nomes de Ordens Tradicionais sem que tenham de forma alguma tal direito, pois além de não serem reconhecidas e alem do mais muitas delas transmitem conhecimentos deformados e, quando não, maliciosamente preparados para o atendimento dos interesse da força negativa.

Muitas vezes a pessoa se defronta com propagandas, com publicações que visam o proselitismo, e quanto não ao atendimento de interesses particulares, os mercadores das coisas sagradas e é natural que surja nela a indagação: Como saber se uma ordem é autêntica? - Há meios de se saber quanto a autenticidade de uma organização, primeiramente podemos citar aquilo que o próprio Jesus disse: " pelos frutos conhecereis a árvore ".

As organizações existentes podem ser classificadas em três tipos:

O primeiro tipo, o mais comum deles. Organização impostora; aquela que assume um nome tradicional mas que nada tem haver com o verdadeiro propósito da organização cujo nome assumiu. Neste caso são diversas as intenções possíveis; hora trata-se de promoção pessoal, hora de desviar pessoas dos verdadeiros propósitos de uma organização autêntica por razões escusas, hora uma forma de se vingar ou no mínimo esconder o fato de haver sido por algum motivo afastado de uma ordem tradicional, e o que é pior visando destruir, adulterar conhecimentos visando propósitos do "terceiro interesse".

O segundo tipo é aquele construído de pessoas que se propõem sincera e honestamente estudar e mesmo praticar os ensinamentos de uma certa organização mística ou fraternal. Neste caso não há qualquer tipo de intenção escusa. São em grande número esses grupos que se intitular, por exemplo, de ordem ou Fraternidade Hermética, Rosacruz, Gnóstica, etc. O ideal é que essas organizações se intitulassem "Grupo de Estudos Gnóstico", Grupo de Estudo Hermético e assim por diante.

O terceiro tipo, o autêntico. São as Confrarias, Ordens e Religiões confirmadas por quem tem o direito tradicional de faze-lo, como, por exemplo, a Divina Ordem de Melquisedec e a Grande Fraternidade Branca[1].

Desde épocas imemoriais, somente á mais elevada de todas as Ordens, a Ordem de Melquisedec é dado o poder de conferir o sacerdócio, por isso no ato litúrgico de ordenação de algumas religiões, entre estas o Catolicismo, isto é confirmado quando o Ordenador diz " Tu és sacerdote segundo a ordem de Melquisedec"...

À Ordem de Melquisedec só tem acesso os Grandes Iniciados, aqueles que atingiram o grau evolutivo de um desses luminares que vem promovendo transformações positivas e decisivas no desenvolvimento espiritual da humanidade. Esta Bendita Ordem situa-se no ponto mais alto da pirâmide de organizações autênticas.

Conforme a necessidade a Divina Ordem autoriza algumas Fraternidades, Confrarias, Religiões e Ordens subordinadas o poder de conceder o sacerdócio, em outras palavras, de conferir a INICIAÇÃO MÍSTICA. São organizações filiadas à G.F.B. consideradas ordens menores autênticas e que cumprem funções especificas. Assim é que a G.F.B. visa o atendimento de certa gama de pessoas através de ramificações com diversos nomes, como por exemplo a Ordem Pitagórica, a Ordem Hermética e outras.

Somente às organizações oficialmente confirmadas pela Ordem Bendita de Melquisedec detentora do direito de conceder iniciações legítimas e ministério sacramental, é dado a permissão e o poder de outorgar ou de transferir o direito e ministrar sacramentos válidos. Só ela é detentora do Sacerdócio legítimo[2] ( sacerdócio, mestria e outros títulos ).

Qual a razão da existência de várias Ordens ? - Simplesmente uma divisão e especialização do trabalho. Uma religião, Confraria ou Ordem vezes visam o atendimento da mentalidade de uma época, o costume de um povo, um método de trabalho., etc. Há pessoa que em decorrência da linha própria de compreensão tem facilidade para o raciocínio numérico, então para atender esse tipo de pessoa existe a Ordem Pitagórica que através da mística dos números conduz a pessoa aos mais elevados conhecimentos metafísicos que se possa imaginar. Assim esse tipo de pessoa pode mitigar a sua sede de saber e assim chegar pela compreensão da natureza do universo chegar à purificação. Penetrando nos mistérios dos números a mente se expande e assim consegue entender melhor toda problemática que o preocupa.

Assim há sistemas que usam diferentes formas de suportes psíquicos, de métodos capazes de efetivar a expansão da consciência decorrente da diversidade de linhas de compreensão existentes. São várias as peculiaridades neste sentido e por isso, mesmo em se tratando de religiões, e ordens autênticas, existem organizações que aparentemente são divergentes, mas podemos dizer que não existem diferenças essenciais, existem sim diferentes meios de se chegar a um mesmo alvo que é a purificação espiritual.

Um dos privilégios da confirmação de uma organização junto à Grande Fraternidade Branca ( expressão terrena da Ordem de Melquisedec, O.B.D.M .) é o direito e poder de conferir a Iniciação.

Bem como uma Organização afim de poder ser considerada autêntica, membro da Tradição, tem que ser confirmada pela O.B.D.M, assim também uma pessoa para ter o privilegio de acenar determinados níveis de conhecimentos ou de transmitir certos ensinamentos tem que receber o sacerdócio ou seja uma forma de poder pessoal que lhe é conferido através da Iniciação.
Existem iniciações falsas, simples atos de representação puramente teatral, são cerimônias que coisa alguma confere ao suposto iniciando; simples tapeações levadas a cabo por organizações inautênticas visando tão somente justificar filiações a pseudo ordens.

Existem até iniciações indesejáveis que na realidade são pactos satânicos e, em casos assim, há transferência de poderes porém o poderes das trevas que devem ser evitados por todo aquele que quiser seguir o caminho da mão direita, aquele que leva mais diretamente a Deus.

Há as iniciações, aquelas que representam o SACERDÓCIO DE MELQUISEDEC, aquelas que são autênticas e conferidas pelas organizações prepostas confirmadas pela da Tradição da Divina Ordem.

As iniciações autênticas podem ocorrer de três modos distintos: Em plano físico, em plano não físico consciente, e em plano não físico inconsciente.

No primeiro caso uma ordem ou confraria a que pertence o iniciando efetiva um cerimonial adequado. Geralmente são iniciações em ordens que menos secretamente. Essas iniciações não são públicas e devem ser descritas exatamente para que o ritual não seja imitado por organizações inautênticas. Mesmo que uma imitação não confira poder algum ao pretenso iniciado mesmo assim não deve ser mostrado um método que dê um aspecto de autenticidade a algum ato falso.

Como decorrência da possibilidade de serem imitados os rituais iniciatórios de plano físico eles são mantidos o quanto possível secretos o que não ocorrem com algumas iniciações mais elevadas. Neste caso o sigilo é pessoal, a pessoas, muitas vezes, prefere guardar segredo para não ser considerada uma tonta, para não ser posta em ridículo, ou considerada mentirosa ingênua, mercadora de ilusão ou vendedora de fantasias, ante os não iniciados.


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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br




Notas:

[1] - Até mesmo os nomes sagrados dessas ordens tem sido usurpado por grupos em muitas épocas e lugares.

[2] - Sacerdócio, mestria e outras funções litúrgicas que envolve o direito de ministrar sacramentos e celebrar atos litúrgicos válidos. Somente um ministro que haja recebido o sacerdócio concedido através de uma organização reconhecida pela Ordem de Melquisedec tem validade porque neste caso não se trata de concessão apenas de um títulos mas sim da transferência de certos poderes através de leis e princípios cósmicos.



   Imprima esta Página Adicione aos Favoritos Última atualização: 28 de Março de 2005
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