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ENSINOS SAGRADOS DO VEDAS
“É preciso já ser Sábio
para amar a Sabedoria".
Barão de Itararé
Autor: José Laércio do Egito
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Se todas as verdades são meias verdades, então estamos livres para questionar qualquer coisa!
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Harmonia nesta terra requer uma restauração dos valores humanos, por isso é dever daquele que pretende alçar degraus mais elevados na escala do desenvolvimento espiritual e integração ao UM contribuir com o restabelecimento dos ideais que permita as pessoas sentirem a Unidade que tudo penetra. Grande parte dos ensinos da sabedoria sagrado foi preservada e disponível ao investigador sério.
“A luz do alvorecer vem do Leste e assim também a sabedoria apresentada há muito tempo no Vedas”. “A luz dos ensinos antigos afasta a ignorância da mesma maneira que amanhecer substitui escuridão”.
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Na palestra anterior fizemos menções aos Upanishads mas, vale salientar que os ensinamentos védicos também são apresentados em uma outra importante obra que é o Bhagavad Gita. O Bhagavad Gita - literalmente a canção de Deus - é o registro de uma conversação mantida entre Krishna (uma projeção de Deus na terra) e Arjuna. É um dos trabalhos mais populares de literatura do Oriente. Embora pequeno em volume, ele contém a essência do Vedas. O Bhagavad Gita contém uma das explicações mais potentes e lúcidas para explicar a natureza da essência interno chamado o Âtma.
O Bhagavad Gita menciona aspectos da sabedoria védica. Nesta obra são citados ensinamentos de Krishna sobre a natureza cíclica de todas as coisas quando diz que todos os mundos, e até mesmo o mundo divino de Brahman, o Creador, está sujeito à lei do renascimento. Da mesma maneira que há dia e noite na terra, também há dia e noite no universo. Isto é conhecido como dia e noite de Brahman. Quando o dia amanhece normalmente a maioria das formas de vida intensificam suas atividades, e ao cair da noite voltam à quietude. Assim também é o Universo, manifesta-se e dissolve-se...
Atrás do manifesto há o Imanifesto, há uma outra Existência que é o Eterno e Imutável e que não é atingido pela dissolução geral, e por isto foi chamado de Imperecível. Alcançar isto é a maior de todas as realizações, é o estado mais alto de ser e todo aquele que o alcança não mais renascerá neste universo.
O Bhagavad descreve várias descidas do Ser Supremo em forma humana e as atividades e eventos que os cercaram. Sempre que o obscurantismo, o mal, e a ignorância prevalecem na terra, então o Ser Supremo se manifesta nela sob forma humana. Atualmente estamos atravessando uma época assim.
De todos os textos sagrados orientais, possivelmente o Upanishad e especialmente o Bhagavad é o que mais gera estados emocionais de devoção e felicidades pois a mente se aquece nas histórias que enaltecem as descidas divinas - Avatares. O Bhagavad contém estórias das atividades surpreendentes dos vários Avatares ou descidas de Deus em Terra.
Unicidade é a lei suprema do universo, e é a verdadeira raiz de todos os atos de amor e compaixão. O Atman, é o mesmo Espírito que mora em tudo; não pode haver dois Atmans. Atma é o ponto de emergência da Consciência e esta não pode ser dividida; ela é todo-penetrante. Meu Atman e seu Atman não podem ser diferentes. Por isso Vedanta diz: “Ame seu vizinho como você mesmo porque seu vizinho é você mesmo”.
A pessoa deve viver buscando a verdade. A Vedanta afirma que tudo chega a um mesmo fim mesmo que isto ocorra com disfarces diferentes e por vários caminhos. Krishna disse: "Qualquer viagem de pessoas no caminho é Meu caminho”, citado no Bhagavad Gita: "Não importa onde eles caminham, ou o caminho que hajam escolhido, todos eles conduzem a mim".
Desta maneira todas as religiões são verdadeiras pois que, de uma forma ou de outro, de modo mais rápido ou muito lento, mesmo assim todas elas acabam por levar a pessoa à realidade espiritual. Assim sendo, o que geralmente é considerado "religião" é uma mistura de coisas essenciais e não essenciais; como Ramakrishna disse: “ Todas as escrituras contêm uma mistura de areia e açúcar. Nós precisamos tirar o açúcar e deixar para trás a areia. Devemos extrair a essência de religião - se nós a chamamos de união com Deus ou Auto-realização - e deixar para trás o resto. Tudo o que nos ajuda a manifestar nossa divindade nós devemos abraçar; e tudo o que nos puxar para longe desse ideal, devemos evitar”.
Toda religião tem um presente específico para oferecer ao homem; cada uma contribui com algum ponto de vista no sentido de enriquecer o mundo. O Cristianismo acentua o amor e o sacrifício; o Judaísmo, o valor de sabedoria espiritual e da tradição; o Espiritismo, a caridade; o Islã enfatiza fraternidade universal e a igualdade; o Budismo defende a compaixão e plenitude da mente; a Tradição Céltica e a tradição nativa americana ensinam a reverência para com a mãe terra e o mundo natural que nos cerca; por sua vez a Vedanta, ou a tradição hindu, dá ênfase à unicidade da existência e a necessidade de se empreender a experiência mística para se retornar à ela.
As tradições espirituais do mundo são como pedaços diferentes em um gigantesco jogo de armar; cada pedaço é diferente mas mesmo assim essencial para completar o quadro inteiro e se ter uma idéia do todo. Cada pedaço será honrado e respeitado enquanto que se segurarmos egoicamente o nosso próprio pedaço particular poderemos afundar nossa própria espiritualidade. Por outro lado, poderemos aprender sobre nossa própria condição estudando outras fés. Da mesma maneira que estudando bem nossa própria tradição podemos melhor apreciar a verdade em outras tradições.
Mas, porque então vemos tantos desentendimentos entre as pessoas tendo por base preconceitos religiosos? - Isto é uma decorrência da visão dualística do homem que não permite que ele perceba que a sua religião reflete apenas a sua maneira de pensar e de aceitar, portanto, nada mais que uma peça de armar do jogo cósmico.
Vedanta diz que todas as religiões contêm dentro deles as mesmas verdades essenciais, embora os envoltórios sejam diferentes. E isso é bom. Todo ser humano no planeta é sem igual pois seus valores são frutos de seus pensamentos que têm como base o banco pessoal de memória. Por isso em detalhes não existem duas pessoas que pratiquem a mesma religião. A mente de toda pessoa é diferente e toda pessoa precisa o dele ou o próprio caminho sem igual dela para alcançar o topo da montanha. Alguns caminhos são estreitos, alguns são largos. Alguns são arejados e difíceis e outros menos seguros, mas por certo não se poderá ver tudo até que se chegue ao e também com o que se preocupar muito porque nossos vizinhos estão se desviando no caminho.
Apesar de variações externas nas religiões mundiais mesmo assim elas guardam entre si muitas semelhanças. Todas as organizações que podem ser aceitas como religião ensinam virtudes morais e éticas semelhantes; todas elas mencionam a importância dos valores espirituais e ao mesmo tempo esforçam-se em mostrar a necessidade de se respeitar os seres humanos.
De acordo com Vedanta, a verdade espiritual é eterna e universal; nenhuma religião particular, ou seita, pode ter um monopólio nisto. Sob os ensinamentos de cada Avatar normalmente estabelecem-se algumas religiões mas sempre a verdade permanece a mesma. Por isto a verdade ensinada por Jesus Cristo é a mesma verdade revelada no Upanishads; é a mesma verdade que Krishna e Buda ensinaram Gauthama disse que houveram muitos Buddhas antes dele, e também que viriam muitas outras manifestações de Deus na terra. Há um propósito em tudo isso? - Sim. Todo avatar tem uma mensagem específica para dar a humanidade: Muhammad ensinou igualdade e a fraternidade da humanidade; o Cristo revelou a primazia do amor de Deus; Krishna ensinou equanimidade mental; Ramakrishna, o ideal da harmonia das religiões.
Cada encarnação do Poder Superior na terra apresenta uma mensagem particular mas que em nenhum sentido anula a dos demais Avatares.
Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
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