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Zarathustra o Reformador
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Zarathustra
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A força negativa constantemente esteve influenciando a história, especialmente no sentido de apagar e de deformar a verdadeira natureza daqueles que têm vindo à terra, dos assim chamados Grandes Iniciados e Avatares. Isto foi o que aconteceu com referência a Grande Iniciados e Mestres, tais como deformaram a verdadeira imagem de Salomão, de Jesus, de Apolônio de Tiana e de vários outros. Podemos dizer que o mesmo aconteceu no que diz respeito à vida e obra de Zarathustra, cuja verdadeira imagem foi em grande parte apagada e deformada, assim como os seus ensinamentos.
Zarathustra, também chamado Zoroastro[1], tornou-se conhecido na antigüidade como o fundador do Mazdeismo, o que não é verdade. Quando ele veio ao mundo já existia o Mazdeísmo como um sistema dualístico. Na verdade Ele deve ser considerado o reformador daquela religião.
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Também é atribuído a Zarathustra o lugar de fundador da Magia, daquilo que no passa-do era conhecido como a "Religião dos Magos", que depois foi aceita como a religião do povo Persa-iraniano. Isto é correto, ele foi o fundador da Magia que teve continuidade com Apolônio de Tiana, possivelmente o próprio Zarathustra numa outra encarnação dando continuidade à sua missão.
Na realidade Zarathustra estabeleceu uma escola de pensamento, metodizando princípios que já existiam. Todo o conteúdo da Magia preexiste ao Mazdeismo, pois ela já era praticada nos primórdios da civilização egípcia e mesmo na Atlântida e alhures. O que Zarathustra fez foi metodizar os conhecimentos esparsos, juntar os fragmentos de uma ciência que em sua época estava fragmentada e dispersa.
O "terceiro interesse" - força negativa - procurou deformar o verdadeiro sentido da magia, conforme estabelecido por Zarathustra, dando-lhe um sentido de ciência maléfica. Na realidade a religião dos magos, como era chamado a doutrina de Zarathustra, tinha um sentido complemente diferente. Na a verdadeira magia não é isto e sim exatamente o conhecimento da "Ciência Divina", o conhecimento e a operacionalidade das leis do universo.
A historia relata o grande conhecimento que a civilização Babilônica tinha a respeito da astrologia e de muitos outros ramos do conhecimento humano. Neste atual Ciclo de Civilizações nenhum povo se aprofundou tanto no conhecimento astrológico quanto os Babilônios e isso se deve aos ensinamentos deixados por Zarathustra. A astrologia babilônica não dizia respeito apenas ao lado premonitório, advinhatório; ela ia muito além orientando sobre os mecanismos da natureza. Assim sendo, através dos astros os Magos tinham conhecimento daquilo que hoje é chamado de meteorologia, previsão do tempo. Na realidade a meteorologia atual, mesmo contando com o auxílio de satélites e outros meios como o radar e outros meios tecnológicos, ainda não atingiu o nível de previsão que os Magos Astrólogos da Pérsia tinham, mesmo que baseados em outros meios de determinação.
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Zarathustra
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Eram os astrólogos que previam todas as efemérides, todas as oscilações do clima, ritmos das enchentes dos rios e tudo aquilo que era dado ao povo para o seu próprio bem estar.
Hoje atribui-se à magia apenas o lado negativo, as previsões como determinadores de coisas negativas, de provocadores de malefícios e coisas assim. Na realidade isto representa o anverso da magia. A magia negra é a magia aplicada de maneira invertida. O que constitui a magia invertida são as aplicações indevidas e perniciosas que lhes são dadas. Os princípios são apenas princípios universais, as leis são tão somente leis que nem são boas e nem más; o que as torna uma coisa ou outra é o sentido e o uso que dela se fizer.
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A magia ensinada por Zarathustra na verdade já era conhecida da humanidade e já florescera antes no Egito para onde fora trazida do Continente da Atlântida. Naquele continente ela floresceu de forma impressionante chegando a um ponto de dividir a humanidade que lá habitava em dois grupos distintos, conforme o tipo de magia praticado[2]. A destruição daquele continente tem muito haver com a ciência física clássica, mas aquela ciência trazia em seu bojo muitos elementos de magia. A magia lida com conhecimentos não convencionais, com leis e princípios desconhecidos ou pouco vulgares, mas na realidade ela nada tem haver com o sobrenatural.
Foi da Pérsia[3] que vieram os Reis Magos visitar o Messias quando do Seu Nascimento que era do conhecimento deles através da ciência dos astros.
No Mazdeismo, o princípio do mal era inteiramente separado do principio divino do bem. Afirmava-se que tudo tinha uma causa, e, como o bem não poderia causar o mal[4], deduzira então que o mal tinha de ser um princípio em separado. As primeiras objeções à esse dualismo surgiu da idéia de que se assim fosse não existiria o infinito, Deus não poderia ser infinito desde que em cada parte, por ser independente, não estava contido a outra, portanto algo existia fora de cada uma das partes. Neste caso nem uma parte e nem a outra poderia ser infinita desde que infinito não admite algo que não esteja contido nele, conforme os postulados matemáticos. Não pode haver um infinito incompleto, do contrário poderia haver um dialogo em que uma das partes poderia dizer para a outra: Não és infinito pois não me conténs...! Isto mostra que o dualismo é algo incompatível com o sentido de infinito atribuído ao Ser Supremo.
Aí é que as pessoas enganam-se a respeito da doutrina de Zarathustra. Na realidade ele não pregava o dualismo e sim um sistema monístico. Mesmo afirmando a existência de dois "princípios" opostos e em luta ele afirmava que o Ser Espiritual Primordial estava acima dos dois espíritos oponentes, que o conflito entre Arimã e Ozmud existia numa época, num tempo que pertence ao nosso mundo, sendo de duração bastante reduzida quando se considera a escala da História Universal.
Zarathustra é um Avatar, um dos Grandes Iniciados entre os que tiveram e ainda têm a missão de trazer a verdade para a terra, de acrescentar conhecimentos novos e de estruturar aqueles que se deterioram pela ação da imperfeição humana e pela ação da mão nefasta do "terceiro interesse", ou seja, da força inferior.
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Zarathustra conhecia bem os ensinos da Tradição, ele por certo fazia parte dela e sendo assim conhecia em essência a verdade. A sua doutrina falava da existência de um Ser Espiritual Primordial que estava acima dos dois espíritos oponentes. Isto corresponde exatamente ao que ensina a Cabala e outras doutrinas. Houve um "Fiat Lux" surgindo o universo a partir do Nada ( Imanifestável). Este primeiro ponto corresponde ao Ser Espiritual Primordial, que criou Ozmud, o "Senhor da Sabedoria" que vivia produzindo o bem de maneira constante. Mas o mesmo não acontecia com Arimã, que deixou de compartilhar da Sabedoria, tornando-se assim o espirito do mal que encabou sendo banido pelo Espirito do Bem, e passando a viver no Inverno de onde invade o mundo como o próprio principio do mal.
O Mazdeismo dizia que os dois princípios já teriam existido no Cosmo desde o princípio, sendo um positivo e o outro negativo e capaz de produzir as trevas, a sujeita morte. Admitia, porém que os dois princípios opostos existiam ativamente desde o começo, que sempre estiveram presentes mas que chegaria o momento em que Arimã seria vencido por Ozmud. Isato pode ser aceito desde que se tenha em mente que a criação teve começo, portanto algo existe desde o começo, mas por outro lado o Transcendente Inefável, é eterno e eternidade, obviamente, não tem começo. Diz o Mazdeismo que Ozmud e Arimã existiram desde o começo, portanto limitado a edade do universo, mas não ao da existência infinita.
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Zarathustra
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Segundo essa concepção o universo sempre teria existido como não infinito ( por conter dois princípios independentes ) para se tornar infinito ( por passar a existir um só principio ). Zarathustra não pensava assim, ele dizia que no Ser Espiritual Primordial estava contido um potencial que em dado momento se manifestou como dois espíritos gêmeos criados
Vemos a concordância com os ensinamentos da Cabala em que surgiu o primeiro ponto da Tríade Superior de onde emanou (Teoria das Emanações ) um segundo ponto que, por sua vez, se polarizou, formando uma Trindade, citada pelo nome de "Tríade Superior". No Zoroastrismo a Tríade é constituída pelo "Ser Espiritual Primordial" + "Senhor da Sabedoria" ( Ozmud ) + " Espirito do Mal " (Arimã ).
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A Doutrina do Fogo Sagrado, criada a partir dos ensinamentos de Apolônio, mas que na realidade apenas restaurou o que estabeleceu Zarathustra, cita a Trindade: Luz + Fogo + Água. A Cabala menciona Kether + Hokhmah + Binah. Na Religião egípcia antiga temos: Osiris - Isis + Seth; no Hinduismo temos Bramâ + Vishnu + Shiva; no Gnosticismo dos primeiros séculos do Cristianismo, O Pai +Khristos + Sophia. No Catolicismo: Pai + Filho + Espírito Santo.
No Upanichadas ( Bramanismo) está escrito: "O constante criador dos mundo é tríplice. É Brahma, o Pai. É Maiá, a Mãe. É Visnú, o Filho. Essência, Substância, Vida. Em cada um encerram-se os outros dois. Todos os três são um no Inefável ".
Como veremos com mais detalhes em palestra futuras, a maneira de apresentação difere mas as cosmogonias básicas falam sempre de uma Tríade em que o mal começou por um dos três elementos.
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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
Notas:
[1] - Zarathrusta foi apenas um dos diversos Zoroastros. É um termo indicativo de uma classe de eminencias que viveram na Pérsia.
[2] - Na verdade houve diversas civilizações no Continente da Atlântida, nãop apenas aquela refeeida por Platão. Houve uma conhecida então como Civilização Tolteca ( não diz respeiro aos Toltecas que citados como civilização pré-colombiana no México) que foi o povo que mais conhecia a magia em todos os tempos.
[3] - Os Reis Magos vieram visitar o Messias partindo de uma região chamada de Congo; mas queremos esclarecer que aquele lugar nada tem haver o com aquela outra região no Sudeste da África e que neste século foi uma possessão da Bélgica, Congo Belga como era chamado. Quando da vinda do Messias à terra, aquela região não tinha o nome Congo. Existe doutrina séria que diz que os Reis Magos vieram do Congo para visitar Jesus quando do seu nascimento, mas isto não se refere ao Congo Belga, mesmo porque a distância entre o Congo Belga e a Palestina é imensa e pelos meios de locomoção da época a viagem teria durado muitos meses, talvez anos. de viagem para ser cumprida aquela viagem.
A Tradição diz que os Reis Magos eram pertenciam à "Religião os Magos", ou seja eram reis astrólogos, reis que tinham grande conhe-cimento dos astros e através da sua ciência conseguiram saber exatamente o momento e o lugar em que o Messias haveria de chegar. No momento exato eles partiram para a Palestina.
Obs.: Temos uma excelente fonte de informações a respeito dos Magos; é provável que no futuro venhamos a escrever alguns temas sobre Eles, dando ênfase especial ao significado da visita que fizeram ao Messias quando do Seu nascimento.
[4] - Os que afirmam isto desconhecem o Principio da Polaridade.
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