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Tópicos da Vida de Zarathustra
"Não ergas alto um edifício sem fortes
alicerces; se o fizeres viverás com medo."
Sabedoria Persa
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Zarathustra
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Zarathrusta, impropriamente chamado de Zoroastro, foi um Avatar - Manifestação dieta de Deus na terra, nascido na Pérsia. Desde criança mostrava e sabedoria, manifestada em sua conversão e em sua maneira de ser. Sua vida foi salva muitas vezes dos inimigos que queriam martirizá-lo, para que ao chegar à maturidade ele não cumprisse sua missão divina.
Zarathrusta aos l5 anos de idade realizava valiosas obras religiosas e chegou a ser conhecido por Sua grande bondade para com os pobres e com os animais. Aos 20 anos deixou o lar e passou sete anos em solidão, em uma caverna numa montanha. Antes de regressar para o seio do seu povo e com a idade de 30 anos recebeu a Revelação Divina, que se iniciou por uma série de sete visões. Antes, porém vagou à procura da Verdade, totalizando assim dez anos.
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" Um dia, quanto tinha a idade de trinta anos
ele dirigiu-se para o rio Daiti onde ao cruzá-lo
o Seu corpo submergiu na água - primeiro até
os joelhos, depois até a cintura, e depois
até o pescoço. Após atravessar
para o outro lado ele executou o Yasna - ritual de
Ijashne - quando então se apresentou a Ele
uma Entidade brilhante e ardente que indagou o que
ele queria. Zarathustra expressou o seu desejo que
era entender a "Verdade". Então todas
as perguntas que lhe atormentavam foram-lhe respondidas,
pois o desejo dele era aprender sobre a Natureza e
o Ser Supremo. A Entidade ardente - em chamas - era
a Divindade da Mente Boa que disse para Zarathustra
fechar os olhos e assim o transportou ao Tribunal
de Ahura Mazda. Lá Ele viu o Deus Supremo,
a Quem ele estava buscando com o coração
e a alma. Viu Ahura Mazda ladeado por outras divindades
poderosas, o Amesha Spentas. Zarathustra viu o Deus
e o Seu luminar como uma incorporação
da Pura Luz Celestial e Pureza Incorruptível
Suprema".
O que o Profeta sabia intuitivamente desde o princípio
por sua natureza divina fio endossado por aquela visão,
ou seja, pelo próprio Ahura Mazda
e pelas as Divindades Santas, e radicalmente diferente
do pensamento das pessoas da época. Zarathustra
viu que Ahura Mazda era o Deus Todo-bom e
Todo-sábio que só desejava para as criações
tudo bom e que não tinha um "rival" desde o
início dos tempos conforme preconizava o Mazdeísmo
de então. Entendeu, que o mal tinha origem
nos próprios seres humanos.
"Zaratrusta pediu que lhe desse uma compreensão quando ao tipo de Ser que era Ahura Mazda. Este lhe revelou então que Ele era verdadeiro, aquele de Quem se originou a caridade, tudo o que podia fazer as pessoas felizes; aquele que deu origem ao fogo, a água e os animais, com consideração e reverencia, e que agia como protetor deles. Que a pessoa deveria ser um ser íntegro no mundo de homens, pois só assim ela poderia chegar ter felicidades e tornar-se imortal".
Então por "Ahura Mazda ordenou a Zaratrusta que estabelecesse na mente das pessoas o pensamento divino, e que buscasse no reino espiritual a felicidade mesmo nas próprias aflições".
Essa missão de Zarathrusta naquela época fazia-se necessário porque a humanidade estava totalmente mergulhada em dúvidas e superstições. Nesse sentido lembremos as palavras de Krishna: " Sempre que houver declínio da retidão e a injustiça triunfar, ó Barta ( Arjuna), então, Eu Me manifestarei para proteger o Bem, destruir o Mal, e restabelecer a Justiça. Eu Me manifesto de tempos em tempos".
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Vejamos o panorama reinante na Pérsia quando da vinda de Zarathrusta. Aproximadamente 5.000 passados i.e. ao redor 3.000 a.C. um grupo das pessoas denominados hoje de Proto-Indo-iranianos vivia no sul das estepes russas, ao leste do rio Volga (Boyce). "Os Proto-Indo-Iranianos acreditavam em um conceito primitivo de ordem (Sanskrit). Eles sabiam que existia uma certa ordem no universo porque a noite seguiu dia, a lua crescia e minguava, e a cada ano as estações seguiram umas às outras. Eles acreditaram que esta lei era cuidada por divindades ou deuses chamados Asuras entre os quais Varuna e Mithra eram muito populares."
Mas a fé do povo entrou em acentuado declínio depois que os Proto-Indo-Iranianos dispersa-ram-se. Especialmente no ramo que migrou para a Pérsia desde que o ramo que migrou para a Índia encontrou apoio de suas idéias na própria cultura védica local. Na Pérsia os imigrantes passaram a adorar diversos deuses freqüentemente por medo. Por exemplo, quando eles viam um raio ou ouviam um trovão pensavam que os deuses estavam bravos com eles; por isto para qualquer fenômeno natural, tais como terremotos, vulcões, tempestades de neve, furacões, eles atribuíam a fúria dos deuses e para amainai-los começaram a fazer sacrifícios de animais e de alimentos que ofereciam às deidades para satisfazê-las.
Os iranianos eram principalmente nômades, não tiveram um lugar fixo para viver. Sendo criadores de gado viviam deslocando-se à procura de pasto fresco e água o que lhe condicionava uma forma de vida ao ar livre na natureza desenvolvendo então uma certa devoção por esta e a instituir um deus ou uma deusa para cada um dos elementos de natureza, i.e. eles acreditaram num deus que cuidava do céu (Asman), outro da Terra (Zam), outro da Lua (Mah) e um das águas ( Anahita ). Este panteão inteiro de deuses e deusas como recebia o nome de Ahuras. A palavra que Ahura vem da raiz Ah que significa "ser", assim Ahura pode ser entendido como: o Ser.
Os iranianos acreditavam que o Ahuras deles era muito poderoso e os sacerdotes, chamados de Karapans, tinham muitos rituais incluindo sacrifícios de animais. O Ahuras dos iranianos eram aos Asuras dos Pro-to-Indo-Iranianos e dos Mestres Vedas.
Centenas de anos depois os iranianos aprenderam o uso de bronze e domesticaram o cavalo construindo carruagens. Então alguns iranianos abandonaram a tarefa de cuidar do próprio gado de tornaram-se guerreiros que iriam de lugar para lugar tomando o gado alheio. Esta era a atitude de pessoas sem lei e devoção aos deuses da guerra, cujos sacerdotes eram chamados Kavis e muito astutos na prática da magia negra.
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Zarathustra
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Foi em tal ambiente que Zarathustra nasceu a fim de corrigir as distorções. Como um menino jovem ele era interessado na natureza e quis saber como o mundo fora criado. A sua busca direcionada para criação e o criador o conduz a Deus com quem ele teve contacto depois de vários anos de meditação. Ele foi naquela época o primeiro a pensar e em introduzir um modo de estabelecer uma filosofia de vida completamente diferente da então existente. Ele ensinou que há só UM DEUS que era chamado Ahura Mazda. ( A primeira palavra Ahura já era usada pelo pre-Zoroastrianos para indicar o Deus).
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Zarathrusta encontrou muitas dificuldades par converter as pessoas à Sua religião. Em 10 anos de pregação teve somente um crente - seu primo. Durante este período o chamado de Zaratrusta foi como uma voz no deserto. Ninguém o escutava. Ninguém o entendia. Não obstante continuava firme em Sua missão. Efetuava curas e milagres, ensinava sem parar suas novas leis espirituais e científicas para a guia e instrução do povo. Dois anos depois que seu primo se fez crente, Zaratrusta consegui influenciar o Rei, que se tornou um fervoroso seguidor de Sua fé. Isto foi o inicio da verdadeira difusão dos ensinamentos de Zarathrusta e de uma grande reforma. Logo em seguida a corte real seguiu os passo do Rei e mais tarde o Zoroastrianismo chegou a ser a religião oficial da nação persa e a maior então existente.
Mesmo que Zaratrusta pregasse o Monismo ainda assim a religião por ele ensinada se aprofundava muito em questionamentos metafísicos, como acontecia com os Vedas. Ele fundou uma civilização de caráter essencialmente agrícola impregnada da idéia prática da vida destinada a educar os homens em uma crença nobre e de moral sublime. Dizia:
"O que vale mais num trabalho é a dedicação do trabalhador".
"O que lavra a terra com dedicação tem mais mérito religioso do que poderia obter com mil
orações sem nada fazer."
"O que semeia milho, semeia a religião."
"Não trabalhar é um pecado."
Zarathrusta viveu 77 anos quando foi assassinado enquanto orava diante do fogo sagrado do Templo.
Nota: Os trechos em caractere itálico são compilações de diversas fontes. Muitas vezes a falta do nome do autor se deve a não constar no original compilado por nós.

Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br
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