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Índice dos Versos
A Doutrina Taoísta
Lao Tsé, o Pai do Taoísmo
Lao Tsé e o Tao Te Ching
Palestras
Verso 04 - O Tao Te Ching (Versão Original)

"O Governo do sábio
não desperta paixões".
Lao Tsé



tao

O Tao é vazio inesgotável
E a fonte do profundo silencio.
Que o uso jamais desgasta,
é como uma vacuidade
A origem de todas as plenitudes do mundo
Desafia a inteligência aguçadas
Unifica todas as diversidades
desfaz as coisas emaranhadas
Funde em uma só todas as coisas.
Suavizai o corte
Desfazei os nós
Diminui o brilho
Deixar que as rodas percorram os velhos sulcos.
Devemos considerar nosso brilho
a fim de que nos harmonizemos, com a escuridão dos outros
Como é puro e tranqüilo o caminho!
Não sei de quem possa ser filho
pois parece ser anterior ao Soberano do Céu
...
Tao Te King.




Nossa Interpretação para Mestres e Discípulos



O Mestre não deve esperar que o discípulo chegue à Perfeição Absoluta, desde que por mais que procure dentro do relativo ele jamais chegará à uma coisa chamada, Deus, Perfeição, ao Tao pois somente no Infinito encontra-se a Perfeição, Nele está contido tudo, a Ele coisa alguma pode ser tirada ou acrescida."

O Tao é o vazio inesgotável, e a fonte do profundo silêncio, que o uso jamais desgasta.

Desvalores e valores são próprios do mundo dialético, relativo, portanto condições ainda distantes da Perfeição.

"O Tao é como um vaso inesgotável, mas vazio. Mesmo vazio contém o segredo de toda plenitude"

O Mestre não deve julgar-se perfeito mesmo se ainda estiver imbuído de valores que os considera pureza, pois a pureza ainda está distante da cientificação perfeita. A Perfeição Absoluta está no Tao e o Tao é o vazio inesgotável. Enquanto o ser tiver qualidades ainda não chegou à Perfeição.

"O mestre cheio de conceitos, de hábitos, de pontos de vista dogmáticos, jamais poderá captar o sentido real do Tao, que se expressa justamente pelo vazio"

O Mestre pelo exemplo pode apenas induzir a marcha própria de cada discípulo no sentido da vacuidade de onde, observando o caminho do Mestre, ele siga o seu na busca da perfeição, sinta o Tao, "Origem de todas as plenitudes do mundo".

Do "vazio do Tao" todas as coisas procedem assim na caminhada própria correta o discípulo pode encontrar e trazer valores mediante os quais à cada dia ele chegará mais próximo da perfeição.

Não são repressões, condenações e nem mesmo exaltações que conduzem o discípulo à perfeição pois nos ensina o Tao Te King: "Suavizai o corte, desfazei os nós"...

O Mestre não deve tornar o caminho do discípulo nem árido, afim de que ele não o abandone, e nem muito suave: "Diminui o brilho, deixar que as rodas percorram os velhos sulcos". O Mestre não deve interferir diretamente na caminhada do discípulo, deixar que cada um siga o mesmo caminho que outros percorreram, mas pelo exemplo mostrar o sulco mais eficiente. A carroça segue melhor nos velhos sulcos deixados por outras carroças que já trilharam o mesmo caminho.

O Mestre deve considerar seu próprio brilho a fim de se harmonizar com a escuridão do discípulo; não deve salientar seu brilho para que não ofusque o discípulo.

" ILUMINAR PÁSSARO À NOITE É TORNÁ-LO MAIS CEGO AINDA ".

O Mestre deve ser um farol mas se necessário diminuir o seu para poder se harmonizar com a escuridão dos outros. Isso indica que a luz deve ser mostrada gradativamente ao discípulo, pois se ela se apresentar muito forte este se desestimulará julgando não poder chegar tão distante.

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José Laércio do Egito - F.R.C.
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   Imprima esta Página Adicione aos Favoritos Última atualização: 16 de Março de 2003
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