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Os Mestres do Líder (Versão Original)
"Os Sábios da antiguidade eram
misteriosos, e profundos demais
para serem compreendidos".
Lao Tsé
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Os antigos mestres da vida eram profundamente identificados com as potencias vivas do Cosmos.
Os sábios perfeitos da antiguidade eram misteriosos, sobrenaturais, penetrantes, profundos demais paras serem comprendidos pelos homens.
Em sua profunda interioridade jazia a grandeza e o poder da sua dinâmica atividade.
Quem comprende, hoje em dia, esses homens?
Não podendo ser compreendidos, errônea será toda descrição;
O que deles podemos dizer é apenas uma pálida aproximação da realidade.
Sábios e cautelosos eram eles, como barqueiros que cruzam um rio em pleno inverno.
Cautelosos eram eles, como homens cercados de inimigos.
Reservados eram eles, como hospedesr respeitosos;
Formais como aquele que é hóspede de alguém muito cerimonioso.
Amoldáveis eram eles, como gelo que se derrete - evanescentes como o gelo a derreter.
Autênticos eram eles, como o cerne de madeira de lei;
Amplos eram eles como vales abertos;
Impenetráveis também nos parece a sua vasta sabedoria.
Despretensiosos como a madeira bruta, que não recebeu qualquer forma das mãos humanas.
Quem pode, pela serenidade, purificar, pouco a pouco., o que é impuro?
Quem pode tornar-se calmo e assim para sempre permanecer?
Quem pode compreendê-los atualmente?
Quem pode restituir à vida o que tão morto nos parece?
Só quem sintoniza com a alma do Infinito! -Só quem não busca o seu próprio ego, mas demando o seu Eu real,mesmo quando tudo lhe falta.
Aquele que segue o Caminho Perfeito não deseja estar cheio de coisa alguma.
E por não estar cheio de si mesmo pode parecer que está gasto, inútil e desprovido da perfeição temporal dos homens.
...
Tao Te King.
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Nossa Interpretação para Mestres e Discípulos
Neste verso Lao Tsé fala das qualidades dos sábios perfeitos. É um verso que amolda-se perfeitamente aos Mestres.
O Mestre deve saber que sua liderança deve repousar no valor dos seus ensinamentos e não em características do ego.
O Mestre que transmite bem o conhecimento sente-se realizado, pois sabe que a sabedoria é uma coroa que brilha como uma estrela iluminando Mestre e discípulo.
Vezes o Mestre é profundo demais para ser entendido pelos discípulos comuns.
O Tao é sutil demais para ser trilhado pelos que estão cheios de si mesmos.
O Mestre muitas vezes é visto como inútil segundo o julgamento dos discípulos comuns que não podem ainda perceber metas distantes.
O Mestre sabe que não deve ser apenas repositório de conhecimentos de tempos passados, não alimentar-se de glórias pretéritas.
A sabedoria não morre, mas o conhecimento fenece. O Mestre sabe que a natureza é dinâmica e conhecimentos e que não se pode reviver aquilo que está morto.
O Mestre sabe que deve ser aberto, receptivo e acessível aos discípulos, como os vales entre as montanhas.
O Mestre deve ser reservado e cauteloso nos ensinamentos, pois nem todos os conhecimentos são adequados ao grau do discípulo, nem todos têm condições de receber e deles fazer bom uso daquilo que recebem.
O Mestre deve manter-se impenetrável e cerimonioso a respeito de conhecimentos para os quais o discípulo ainda não esteja devidamente preparado para suportá-los.
O Mestre deve ser autêntico naquilo que transmite evitando criar e alimentar fantasias.
Quando o discípulo atinge o preciso nível de compreensão o Mestre deve saber esclarecer para tal como soube fazê-lo para si próprios.
O Mestre sabe dirigir-se às profundezas de um discípulo por haver ele conhecido antes seus próprio limites.
O Mestre abandonando o egoísmo sabe elevar os discípulos sem exaltá-los evitando envaidece-los e assim destruí-los.
O verdadeiro Mestre não tenta alcançar a glória por já ser glorificado pela sabedoria, mesmo que por não estar cheio de si possa parecer estar gasto, superado e inútil.
O Mestre sabe que a verdadeira sabedoria é como uma fênix, quando acredita-se morta ela ressurge, plena de vida, das suas própria cinzas.
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