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Índice dos Versos
A Doutrina Taoísta
Lao Tsé, o Pai do Taoísmo
Lao Tsé e o Tao Te Ching
Palestras
Todas as Armas são para Destruição (Versão Original)

"As mais belas armas são instrumentos
de infelicidade".
Lao Tsé



tao

As mais belas armas, por mais excelentes, são instrumentos de infelicidade.

São odiosas a todas as criaturas, e o homem correto despreza.

Quem conhece o Tao não as empregam jamais.

O homem nobre, em tempo de paz, se serve da benevolência.

O homem superior considera normalmente o seu lado esquerdo o lado da honra, mas em tempo de guerra é o lado direito.

Todas as armas são instrumentos do mal, não sendo em absoluto, instrumentos do sábio principie. Ele as usa somente quando premido pela necessidade. Somente quando obrigado as usa; e mesmo na luta forçada.

A calma, a paz e o sossego lhes são supremos e é o que ele valoriza. A vitória pela força das armas lhe é indesejável.

Quando vencedor, não se alegra pois como pode um homem justo ter prazer com a matança de outros homens, e aquele que se compraz com tal matança não poderá dirigir um império com dignidade, e nem realiza o destino da vida.

Nos momentos festivos o lado esquerdo é o mais importante, nos acontecimentos infaustos, o lado direito. Em tempos bons, apreciamos a justiça; em tempos maus, recorremos ao "direito".

O segundo general em comando fica à esquerda do príncipe, o general comando à direta do monarca. O seu lugar é à direta, pois aquele que matou milhares de homens deve chorar por eles com maior dor. O general vencedor se encontra assim colocado por haver causado a morte e ao sofrimento de tantos seres.

Sabedoria é paz e amor. Estultícia é ódio e guerra.

A ilusão do "direito" é do ego. A verdade da justiça é do Eu.

Ilusão e direito geram violência; verdade e justiça geram benevolência.

...
Tao Te King.



Nossa Interpretação para Mestres e Discípulos



O Mestre sabe que armas não são apenas espadas, lanças, punhais, canhões e coisas assim. Muito pior do que essas são o próprio pensamento, o ódio, a calunia, a mentira, e até mesmo a lisonja.

O discípulo deve saber que tudo aquilo que pode ferir é um instrumento do mal, e que somente devem ser usadas quando premido pelas circunstancias.

O Mestre sabe que aquele que vence não merece respeito quando a vitória houver causado o sofrimento de milhares de criaturas.

O Mestre sabe que melhor que a conquista dos outros é a conquista de si mesmo (Meta suprema do Budismo ).

O Mestre sabe que há momentos em que se tem que intervir energicamente, mas isto só se torna lícito quando tudo mais haja falhado.

O Mestre sabe que, mesmo quando as intervenções inoportunas logrem êxito surpreendente, não há motivos para comemorações pois houve um dano, logo alguém foi violentado.

O Mestre deve levar em conta que um discípulo cujo comportamento foi violentado pode tornar-se menos receptivo e mais retraído e assim é possível surgir uma resistência profunda, e, possivelmente, até mesmo ressentimento e mágoa.

O Mestre sabe que forçar as pessoas a agir da maneira como ele pensa que devem faze-lo nem sempre leva à clareza e ao conhecimento, pois, mesmo que no momento elas possam agir como lhe é dito, é possível que se aviltam interiormente, tornem-se confusas e até mesmo tramem vingança. Então eis porque uma vitória assim é, na verdade, um fracasso.

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José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br



   Imprima esta Página Adicione aos Favoritos Última atualização: 24 de Janeiro de 2004
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